Noca, meu amor  viaja para Lisboa

23/10/2026 11:27 - Modificado em 23/10/2026 11:31

No Mindelo, Noca, meu amor não foi apenas apresentado. Foi recebido com emoção, carinho e um sentimento de pertença que ultrapassou a história da família do autor que afirmou  

“Naquela noite, senti que Noca e Djodja regressaram. Regressaram através das palavras, das memórias partilhadas e do abraço de tantas pessoas que reconheceram nas suas vidas alguma coisa das suas próprias famílias.”

Agora, essa viagem continua.

No dia 6 de Novembro, às 18 horas, Noca, meu amor — entre Mindelo, Guileje e Lisboa será apresentado no Grémio Literário de Lisboa, no Chiado.

Lisboa não é apenas o lugar desta nova apresentação. É uma das geografias do romance: a cidade da emigração, do trabalho, dos documentos, da distância e da procura de pertença.

Depois do acolhimento profundamente afectivo que recebeu no Mindelo, levar Noca a Lisboa é vê-la atravessar novamente o mar e aproximar histórias, gerações e memórias durante tanto tempo separadas.

O livro deixa a ilha onde nasceu e chega à cidade para onde partiram tantas vidas cabo-verdianas. Não para apagar o passado, mas para lhe dar um novo sentido através da memória e do reconhecimento.

No Mindelo, Noca foi abraçada.

Agora, Noca viaja para Lisboa — e leva consigo todo esse amor, perdão , reconciliação  que são o fio condutor do romance .

Para o autor, é também  responder a sua costela alfacinha e regressar à “sua Lisboa”, cidade onde chegou com apenas dois anos e onde cresceu, entre a Graça, a Madragoa e a Lapa. É voltar aos lugares da infância levando consigo Noca, Djodja, Naise , Nhela  e as memórias de uma família cuja história atravessou o mar.

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