
No Mindelo, Noca, meu amor não foi apenas apresentado. Foi recebido com emoção, carinho e um sentimento de pertença que ultrapassou a história da família do autor que afirmou
“Naquela noite, senti que Noca e Djodja regressaram. Regressaram através das palavras, das memórias partilhadas e do abraço de tantas pessoas que reconheceram nas suas vidas alguma coisa das suas próprias famílias.”
Agora, essa viagem continua.
No dia 6 de Novembro, às 18 horas, Noca, meu amor — entre Mindelo, Guileje e Lisboa será apresentado no Grémio Literário de Lisboa, no Chiado.
Lisboa não é apenas o lugar desta nova apresentação. É uma das geografias do romance: a cidade da emigração, do trabalho, dos documentos, da distância e da procura de pertença.
Depois do acolhimento profundamente afectivo que recebeu no Mindelo, levar Noca a Lisboa é vê-la atravessar novamente o mar e aproximar histórias, gerações e memórias durante tanto tempo separadas.
O livro deixa a ilha onde nasceu e chega à cidade para onde partiram tantas vidas cabo-verdianas. Não para apagar o passado, mas para lhe dar um novo sentido através da memória e do reconhecimento.
No Mindelo, Noca foi abraçada.
Agora, Noca viaja para Lisboa — e leva consigo todo esse amor, perdão , reconciliação que são o fio condutor do romance .
Para o autor, é também responder a sua costela alfacinha e regressar à “sua Lisboa”, cidade onde chegou com apenas dois anos e onde cresceu, entre a Graça, a Madragoa e a Lapa. É voltar aos lugares da infância levando consigo Noca, Djodja, Naise , Nhela e as memórias de uma família cuja história atravessou o mar.