A próxima fase:  controlar doenças que podem surgir devido a águas contaminadas e outros focos de infeção

14/08/2025 12:00 - Modificado em 14/08/2025 12:00

Mediante a destruição  que atingiu a ilha de São Vicente  as pessoas tem sentido falta de comunicação por parte das autoridades , em particular  dos responsáveis pela protecção civil  ou pelo Ministro do Interior que tutela  a protecção civil.

Em particular para explicar  as  fases que se  seguem após a declaração  do estado de calamidade que não serve só para alocar meios financeiros, mas essencialmente para proteger e cuidar das pessoas. E  nestas situações uma desgraça nunca vem só. Enquanto se luta para tentar desencravar populações , assistir os desalojados , limpar as vias  já se sabe que atenção vai, também, se concentrar nas doenças que podem atingir os cidadãos .

No Plano Nacional de Proteção Civil de Cabo Verde,  que ninguém, ainda, sabe se está a ser implementado, após a declaração do estado de calamidade, estão previstas várias medidas para prevenir e controlar doenças que podem surgir devido a águas contaminadas e outros focos de infeção. Essas ações incluem:  

1. Vigilância Epidemiológica Intensificada

   – Reforço da monitorização de doenças como cólera, diarreias agudas, leptospirose, hepatite A, dengue e outras doenças transmitidas por vetores (mosquitos).  

   – Ativação de sistemas de alerta rápido para identificar surtos e implementar respostas imediatas.  

2. Saneamento Básico e Controle de Água

   – Distribuição de água potável em áreas afetadas para evitar o consumo de água contaminada.  

   – Cloração de reservatórios e fontes de água para eliminar bactérias e vírus.  

   – Limpeza e desinfecção de áreas alagadas para reduzir focos de doenças.  

3. Campanhas de Educação e Sensibilização

   – Divulgação de informações sobre higiene pessoal e coletiva, incluindo:  

     – Lavagem das mãos com água e sabão.  

     – Evitar contato com águas paradas ou contaminadas.  

     – Uso seguro de alimentos e água.  

   – Alertas sobre sintomas de doenças para incentivar a procura rápida por serviços de saúde.  

4. Controle de Vetores (Mosquitos, Ratos, etc.)

   – Pulverização de inseticidas em zonas de risco para evitar a proliferação de mosquitos (como o *Aedes aegypti*, transmissor da dengue).  

   – Eliminação de criadouros (água parada em pneus, vasos, etc.).  

   – Desratização para prevenir leptospirose.  

5. Reforço dos Serviços de Saúde  

   – Disponibilização de medicamentos e suprimentos para tratamento de doenças relacionadas.  

   – Capacitação de profissionais de saúde para lidar com possíveis surtos.  

   – Isolamento de casos suspeitos de doenças contagiosas.  

6. Apoio Psicossocial e Assistência às Populações Vulneráveis  

   – Acompanhamento de comunidades mais afetadas para evitar crises sanitárias.  

   – Apoio a grupos de risco (crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas).  

7. Coordenação Interinstitucional  

   – Articulação entre **Proteção Civil, Ministério da Saúde, INGV (Instituto Nacional de Gestão de Riscos), autarquias e parceiros internacionais** (OMS, UNICEF, etc.) para uma resposta eficaz.  

Conclusão 

O plano visa minimizar os riscos de surtos de doenças após desastres naturais (como inundações) ou situações de calamidade, garantindo uma resposta rápida e organizada para proteger a saúde pública.  

Agora resta saber  se este é mais um daqueles planos feitos para ficar nas memórias do computadores ou por que o país tinha que ter um plano  ou tem aplicação prática. Ficamos à espera .    

Eduino Santos

Fonte: *Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil de Cabo Verde, Direção Nacional de Saúde (2023)*.

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