Preços dos combustíveis descem em média 4,49% à excepção do gás butano que aumenta

2/01/2024 11:37 - Modificado em 2/01/2024 11:37

Os novos preços máximos de venda ao consumidor final vigoram de 01 a 31 de Janeiro de 2024.

Os combustíveis passam a ser vendidos a partir de Janeiro com um decréscimo na ordem dos 4,49%, à excepção do gás butano que aumenta 0,97%, anunciou a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME).

De acordo com a nova tabela, os preços dos produtos petrolíferos regulados, exceptuando o gás butano, registaram uma diminuição, passando, doravante, o gasóleo normal, a ser vendido a 123 escudos um litro, a gasolina, a 132,10 escudos, o petróleo, a 138 escudos.

Por sua vez, o gasóleo para electricidade vai ser vendido a 109,30 escudos, o gasóleo marinha, a 94,60 escudos, o fuel 380 a 83,70 escudos e o fuel 180, a  86,70 escudos.

Já o gás butano, de acordo com a nova actualização, passa a ser vendido a granel por 145,10 escudos o quilograma, sendo as garrafas de 12,5 Kg, vendidas a 1.814 escudos, as de 06 Kg, a 871 escudos, as de 03 kg, a 414 escudos e as de 55 Kg, a 7.981 escudos.

Em termos percentuais, no mercado interno, os preços da gasolina, do petróleo, do gasóleo normal, do gasóleo eletricidade, do gasóleo marinha, do fuelóleo 180 e do fuelóleo 380 diminuíram em 4,28%, 5,87%, 4,95%, 5,53%, 5,59%, 5,35% e 5,32%, respectivamente, enquanto o do butano aumentou em 0,97%.

Tudo somado, cita a fonte, corresponde a um decréscimo médio dos preços dos combustíveis de 4,49%.

Comparativamente ao período homólogo (Janeiro de 2023), a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a uma diminuição de 7,84%.

Os principais motivos da descida dos preços do petróleo no mês de Dezembro, aponta a ARME, foram as preocupações dos investidores sobre as previsões pessimistas do desenvolvimento das principais economias mundiais, que podem condicionar a procura desta matéria-prima e o aumento mais do que o esperado dos estoques e da produção de petróleo nos Estados Unidos da América.

Esta descida, entretanto, foi atenuada, sobretudo, pelos cortes de produção e oferta desta matéria-prima por parte da Organização de Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+), que deverão manter-se até o primeiro trimestre de 2024, em cerca de 2 milhões de barris/dia e pela desvalorização do dólar norte-americano.

Este facto torna o petróleo mais barato para os restantes países e aumenta a sua demanda, dado que a sua cotação internacional é feita nesta moeda, ao qual se associa ao cenário de instabilidade no Mar Vermelho, importante rota de transporte internacional.

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