
O presidente do Tribunal de Contas, João da Cruz Silva, confirmou hoje à imprensa que a instituição está empenhada numa auditoria para esclarecer todos os detalhes em torno do caso da Primeira-Dama. As declarações foram feitas na Assembleia Nacional, onde Silva assegurou que os resultados serão apresentados ao país assim que possível.
Em declarações à imprensa hoje na Assembleia Nacional, João da Cruz Silva, presidente do Tribunal de Contas, anunciou que a instituição está a conduzir uma auditoria abrangente para esclarecer os dados relacionados ao caso da Primeira-Dama.
Em meio a especulações, Silva enfatizou que o Tribunal não emitirá um parecer, mas sim apresentará os resultados da auditoria.
“O Tribunal de Contas não vai emitir um parecer. Já tomamos a iniciativa que já está em curso o trabalho no sentido de fazer uma auditoria, apurar todos os dados e depois apresentar o nosso resultado. O certo é que já estamos no terreno a trabalhar e tão breve quanto possível apresentaremos o resultado ao país,” afirmou João da Cruz Silva.
Ao ser questionado sobre a suspensão do salário da Primeira-Dama pelo Chefe de Estado, Silva optou por não comentar antecipadamente, destacando a importância de aguardar a decisão do Tribunal.
“Não quero pronunciar antecipadamente antes da decisão do Tribunal. Não posso estar aqui se calhar a fazer justiça através da comunicação social, de modo que aguardaremos mais um pouco para depois todo o povo cabo-verdiano conhecer os dados do nosso trabalho,” ressaltou.
Quanto à discussão sobre a necessidade de um Estatuto para a Primeira-Dama, o presidente do Tribunal de Contas deixou claro que é uma questão para os políticos resolverem. “O Estatuto para a Primeira-dama acho que é uma questão que os políticos devem resolver e o Tribunal não pronunciar sobre isso e os políticos decidem e nós simplesmente vamos ver se a lei está ou não a ser aplicada”, comentou.
Recorde-se que ontem, o Presidente da UCID, João Santos Luís, apontou a existência de uma “certa incompatibilidade” na remuneração da Primeira-Dama em Cabo Verde, instando o parlamento e o sistema a encontrar uma solução regulamentar para a questão.
O partido defendeu que, ao invés de um salário, a Primeira-Dama deveria receber um “subsídio de cônjuge”, compensando a perda da sua remuneração ao dedicar-se exclusivamente ao papel.
Já o presidente do PAICV, Rui Semedo, exaltou a rapidez do Presidente da República em suspender o pagamento do salário e das regalias da primeira-dama e submeter o caso à avaliação e decisão das instâncias judiciais.
C/RCV