
O Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Serviços, Agricultura e Afins (SIACSA), anunciou hoje que os Bombeiros Municipais de São Vicente suspenderam a greve de seis dias, que estava agendada para quarta-feira, 29 de Dezembro até ao dia 03 de janeiro. A informação foi avançada, esta manhã, pelo representante do SIACSA, Heidy Ganeto.
É que conforme este coordenador, durante uma conferência de imprensa no Mindelo, a câmara municipal, optou por cumprir os seus compromissos assinados no memorando de entendimento, ao aceitar quatro pontos do caderno reivindicativo, entre as quais a realização de promoções, a contratação de efectivos e o pagamento de subsídios de risco e o pagamento de subsidio de alimentação.
Contudo, Heidi Ganeto, diz que o ponto que fazia referência ao afastamento do novo comandante da corporação não foi aceito pela edilidade, porque não conseguiram provar as denúncias de “condições precárias de trabalho e intimidações”.
“Queriamos que a Câmara trabalhasse nas promoções e avançasse já no mês de janeiro de 2024, com direito a retroativos, algo que foi aceite e assumido”, congratulou-se Heidi Ganeto, que referiu ainda que vão ser contratados novos efectivos (12) e que o subsídio de risco, atualmente em cinco mil escudos, ficou estabelecido em oito mil escudos.
Ainda na questão das refeições ficou estabelecido que os bombeiros que trabalham no turno de 00:00 horas até as 8 horas têm direito a refeição, já que o estatuto dos bombeiros prevê que este profissional, não pode trabalhar mais de seis horas sem alimentação.
E relativamente aos bombeiros voluntários, lamenta não terem conseguido chegar a acordo, já que não existe um vínculo com a autarquia.
Embora acredite na boa fé da câmara municipal, os compromissos assumidos só poderão ir para frente quando a nova directora de recursos humanos for empossada. “Temos garantias e acreditamos que isso irá acontecer”, salientou Heidi Ganeto.
O sindicalista afirma ainda, que esta garantia, é um “passo de boa fé” da edilidade em melhorar as condições de trabalho dos bombeiros, que lutam à vários anos para a sua efectivação.
Segundo o sindicalista, o protesto que deveria contar com a participação de bombeiros profissionais e voluntários, também foi suspenso.
“Relembramos que o sindicato e a edilidade, juntos, assinaram o memorando de entendimento, que as promoções em atraso seriam resolvidas até o final do ano de 2023, bem como a realização do concurso para o recrutamento de 12 efectivos. Temos agora uma garantia”, sustentou Ganeto.
Elvis Carvalho