Professores do Sindprof iniciam greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira

26/12/2023 23:06 - Modificado em 26/12/2023 23:06


A partir de amanhã, 27,os professores filiados no Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) iniciarão uma greve por tempo indeterminado em resposta à alegada falta de respeito do Ministério da Educação pela classe.

Lígia Herbert, presidente do Sindprof, destaca que a medida extrema é necessária devido à recusa do ministério em colaborar, apesar dos esforços dos professores para manter uma parceria construtiva. No entanto, o Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) se mantém à margem dessa paralisação, exigindo ponderação diante da decisão radical.
Por seu lado, Lígia Herbert, justifica a greve por tempo indeterminado como uma resposta necessária diante da falta de respeito do Ministério da Educação pela classe dos professores.

“A greve por tempo indeterminado prevalece, vai-se tomar medidas que têm que ser tomadas. Os professores ditarão a sua justiça porque quando as pessoas dizem greve por tempo indeterminado ficam a pensar que o professor vai passar a vida inteira em greve. Não. Há momentos chaves onde o professor não vai fazer absolutamente nada e sem falar da greve de zelo, que há muitas coisas no caderno de orientações que o professor faz e que não é da responsabilidade do professor”, afirmou esta líder sindical em entrevista a rádio pública.

A mesma lembrou que o professor tem colaborado com o Ministério da Educação, “mas estamos a notar que o ministério não quer de jeito nenhum colaborar e tem um desrespeito muito grande por esta classe”.

O Sindprof, sublinhou, comprometeu a ressarcir os dois dias de greve que foi exatamente feito por todos os professores deste sindicato, conforme avançou esta responsável.

No entanto, o Sindep, liderado por Jorge Cardoso, não se alinha com a decisão do Sindprof. Cardoso destaca a necessidade de ponderação diante de uma greve por tempo indeterminado, alegando que os professores não expressaram tal vontade.

“Eles queriam que nós assinássemos uma greve por tempo indeterminado, mas nós não temos este sentimento, pois os professores não nos disseram isso. O Sindep tem a sua responsabilidade, enquanto uma organização idónea e responsável, não tem que ter esta posição”, comentou Cardoso.

O Sindep afirmou que terá de ouvir os professores, relativamente à tomada de posição de greve por tempo indeterminado, lembrando que na última greve, 22 e 23, foi descontado do salário dos professores um valor de a 5200 escudos, relativo aos dois dias de greve.

Apesar da divergência, Jorge Cardoso assegura que o Sindep mantém um apoio incondicional à causa dos professores em todas as lutas consideradas justas pela classe.

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