Morador da zona de Vila Nova aguarda há semanas a ligação elétrica após pagamento do serviço

13/12/2023 16:08 - Modificado em 14/12/2023 17:55

Em uma reclamação que ressoa com muitos cidadãos, Sidney do Rosário, residente na zona de Vila Nova (debaixo de Cruz Papa) manifestou sua frustração após ter pagado o serviço de eletricidade para sua moradia, mas ainda aguarda a tão necessária ligação elétrica, após quase dois meses.

Mas este suplício de Sidney do Rosário, não é de agora, já dura alguns anos, como o mesmo fez questão de frisar. “Já tem quatro anos que estou atrás da Electra para conseguir concretizar este objectivo, que é ter electricidade em casa. Primeiro alegavam que a distância entre o poste, mais perto da minha casa, ficava muito longe e que não era possível fazer a ligação”, explicou este morador.

Depois, após muita insistência, reclamação e idas à comunicação social, afirma que os moradores, ele concretamente, tiveram a garantia da Electra em colocar um poste mesmo ao lado da sua casa e que a situação estaria resolvida.

Com o poste, voltou a procurar os serviços da empresa nacional de electricidade e água, e após vários contactos conseguiu a “bendita” vistoria.

Em entrevista, ao NN expressou sua indignação. “Paguei minha fatura no prazo, no mês de outubro e esperava que a ligação elétrica fosse realizada de maneira ágil. No entanto, até agora, estou no escuro literalmente e figurativamente. É inaceitável.” E este será mais um natal e fim de ano, que Sidney do Rosário, vão passar, literalmente as escuras.

Só para entenderem a situação, foi colocado no documento, o que justifica mais este atraso, que a distância do “ramal” era de 12 metros. “Quando fui pagar a fatura notei isso, paguei por 12 metros, quando a distância é claramente duas vezes menor”, afirmou o morador. E confirmado durante a nossa reportagem no terreno.

Além de que, colocaram a localização errada na fatura. em vez de Vila Nova, ficou Lazareto. Outra situação que foi resolvida. Mas agora terá que esperar e não sabe quando poderá ter o serviço na sua casa.

Enquanto isso continua enfrentando desconfortos consideráveis devido à demora no processo. A situação levanta questões sobre a eficiência dos serviços prestados pela empresa de energia responsável pela região.

A Electra, responsável pelo fornecimento na região, foi contatada para comentar sobre a situação. Não conseguimos uma resposta, pelos números de telefone Em resposta, o porta-voz afirmou que estão cientes do caso e estão trabalhando para resolver o problema.

Indignado chama a empresa de “abusada” e não sabe em quem recorrer para ver o problema resolvida, já que por diversas vezes a Electra já esteve no local para “analisar” a situação. “É um serviço a que todo o cidadão tem direito. E pagamos por isso, não entendo esta forma de tratamento da empresa”, alegou este jovem, que questiona as autoridades que esse é o tipo de caminho que querem seguir para acabar com os roubos de energia. 

“Se quiserem podemos fazer assim, mas eu quero estar na legalidade, e mesmo assim somos obrigados a humilharmos para termos este serviço”, reiterou Sidney do Rosário que chama de vergonhoso o tratamento que a população da zona recebe.

De realçar que o problema da electricidade pública é um problema que tem afectado a população na zona, onde dizem ser perigoso deslocar de noite, devido às condições de iluminação.

E consideram ser este mais um descaso das autoridades já que segundo criticam, se estão a pagar a taxa de iluminação pública, porque é que ainda não chegou a “nossa vez” de ter este serviço.

É preciso melhorar o nível de iluminação e segurança na ilha de São Vicente, mas para isso têm que ter atenção nas zonas mais recônditas das ilhas, nas “fraldas” para que toda a gente tenha um mínimo de segurança ao andar pelas ruas, avançou uma moradora do local.

“Sou moradora da zona há 7 anos. Desde que cheguei na zona deparei com uma falta enorme de iluminação na rua onde moro”. 

Outra moradora que já foi assaltada duas vezes neste trajeto, uma vez que sai do trabalho à noite, diz não suportar mais a situação. 

Enquanto isso, Sidney do Rosário diz que foi aconselhado a entrar em contacto com órgãos reguladores e agências de defesa do consumidor para buscar uma solução rápida e eficaz para seu problema. A demora na ligação elétrica não apenas afeta seu conforto diário, mas também levanta preocupações sobre a transparência e eficácia dos serviços prestados pela empresa de energia. “Se fosse alguém com mais condições, ou que aparentava ter mais condições, decididamente não teriam problemas”, sustentou.

 E de acordo com o mesmo, a energia elétrica deveria ser garantia de todos, mas infelizmente não funciona assim.

A comunidade local espera que esse caso sirva como um alerta para melhorias nos processos e para garantir que todos os cidadãos recebam os serviços pelos quais pagaram de maneira oportuna e eficiente.

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