Partidos da oposição e o governo divergem sobre a governação em Cabo Verde durante sessão parlamentar

7/12/2023 17:50 - Modificado em 7/12/2023 17:50

O deputado Francisco Pereira, representando o grupo parlamentar do PAICV, afirmou, no parlamento, que Cabo Verde enfrenta o seu pior momento na história de governação independente e democrática, culpando o Governo do MpD liderado por Ulisses Correia e Silva por falhas nas políticas públicas. Em resposta, o secretário-geral do MpD, Luís Carlos Silva, rejeitou tais afirmações, destacando os esforços do governo em superar desafios económicos e sociais.

Durante sua declaração política, o deputado Francisco Pereira criticou vigorosamente o desempenho do atual governo, afirmando que Cabo Verde enfrenta “enormes desafios” em níveis institucionais, econômicos e sociais.

Pereira destacou questões como o “autêntico caos nos transportes”, a falta de uma política de transportes eficaz, desemprego, estagnação econômica, diminuição de rendimentos, pobreza global e extrema, endividamento da economia, assimetrias regionais e de gênero, criminalidade, morosidade da justiça e falta de ética na gestão pública.

Segundo o deputado do PAICV, Cabo Verde está numa trajetória de empobrecimento e enfraquecimento económico e social, enfrentando emergências nacionais. Este político argumentou que o governo não alcançou resultados decisivos e pediu uma intervenção mais ampla para restaurar o equilíbrio social, destacando a recuperação e valorização de salários e pensões como essenciais.

Em resposta às críticas, o secretário-geral do MpD, Luís Carlos Silva, refutou a noção de que Cabo Verde atravessa seu pior momento, afirmando que a verdadeira crise ocorreu em 2020 e 2021, durante a “poli-crise”, da qual o país está se recuperando. Ele atribuiu as críticas da oposição à tentativa de buscar uma nova liderança parlamentar e rejeitou a existência de grandes “riscos orçamentais ou soberanos”.

Silva argumentou que o governo está reduzindo a dívida pública, desemprego e pobreza, trabalhando para reconstruir o país e restabelecer os dados alcançados em 2019. O mesmo expressou confiança de que, até 2024, o governo vai consolidar a recuperação económica, voltando à agenda de desenvolvimento e prometendo continuar a proteger os cidadãos.

O deputado João Santos Luís, presidente da UCID, focou na questão dos transportes e criticou o governo por não contestar a atualização tarifária, e apontou para o silêncio do ministro das Finanças durante a discussão do Orçamento de Estado e questionou o custo futuro da concessão.

No tocante ao transporte aéreo referiu que os preços são “exorbitantes” e que o Governo não toma medidas devidas, defendendo uma reorientação das políticas de transporte.

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