Campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar em São Vicente ficou aquém do desejado – delegada

5/12/2023 16:24 - Modificado em 5/12/2023 16:30

No último final de semana, 2 e 3 de dezembro, a Delegada do Banco Alimentar Contra a Fome em São Vicente, Fátima Balbina, revelou, em entrevista ao Notícias do Norte, desafios significativos na campanha de recolha de alimentos.

A falta de voluntários e a escassez de alimentos comprometeram o sucesso da iniciativa, deixando muitas associações e famílias sem o suporte alimentar esperado para esta época natalícia.

A delegada do Banco Alimentar destacou a carência de voluntários como um dos principais entraves enfrentados durante a campanha.

“Não conseguimos voluntários suficientes para colocar nas lojas. Identificamos em São Vicente 20 lojas e conseguimos nos dois dias fazer a cobertura somente de 8 lojas com um pouco mais de 30 voluntários, quando na realidade precisávamos de um total de 80. Tivemos um défice de 80 e tal voluntários”, afirmou Fátima Balbina que expressou sua preocupação sobre esta situação.

Apesar dos desafios, a delegada ressaltou o “sentimento de dever cumprido”, expressando gratidão aos voluntários que tornaram a campanha uma realidade. No entanto, esta responsável lamentou a falta de comprometimento de algumas associações, fundamentais para o sucesso da iniciativa.

“Se cada associação disponibilizasse pelo menos dois voluntários, conseguiríamos fazer uma recolha melhor. 60% das associações não compareceram e nem enviaram voluntários, resultando em um défice organizativo”, avançou.

A quantidade de alimentos recolhidos também ficou aquém do desejado, totalizando apenas cerca de 900 quilos, quando eram necessários pelo menos 2000 quilos para garantir cestas básicas de qualidade.

“Estamos lançando o apelo no sentido de as pessoas doarem 1 quilo de alimento não perecível. Casas comerciais e empresas também podem nos ajudar a cumprir este objetivo de levar uma cesta básica a cada família”, apelou Fátima Balbina à comunidade.

O impacto direto da falta de adesão das associações foi destacado pela delegada, mencionando que as agremiações ausentes não receberão cestas básicas, afetando automaticamente as pessoas que delas dependem.

A delegada também ressaltou a importância dos voluntários e afirmou que estes “contribuem para melhorar o mundo sem esperar recompensas”.

Fátima Balbina fez um apelo específico às associações, pedindo comprometimento com o Banco Alimentar. “Peço às associações que se comprometam em aderir ou enviar voluntários para a recolha de alimentos. Fazem parte do Banco Alimentar Contra Fome em São Vicente cerca de 15 associações, nos quais 170 famílias recebem cestas básicas”, exortou.

A delegada concluiu o apelo chamando a atenção para a necessidade urgente de doações, especialmente durante esta época “sensível” do ano. O Banco Alimentar, cuja filosofia é levar cestas básicas a cada família a cada dois meses, encontra-se atualmente com seus estoques esgotados.

“O nosso apelo é para os sanvicentinos e a população em geral no sentido de fazerem uma doação de géneros alimentícios no Banco Alimentar sediado na OMCV em São Vicente, a fim de podermos levar cestas básicas a mais famílias carenciadas”, concluiu Fátima Balbina.

AC – Estagiária

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