URDI reúne a diversidade do artesanato nacional e serve de projeção de criadores

4/12/2023 13:49 - Modificado em 4/12/2023 13:49

No ato de encerramento, domingo, os visitantes deram nota positiva aos artesãos participantes e a organização, pela “grande mostra” de produtos expostos durante os cinco dias de feira e pediram, que o evento seja feito, pelo menos, duas vezes por ano, uma Praça Nova (Praça Amílcar Cabral), e noutro espaço. 

Durante o seu discurso de encerramento da feira, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas voltou a reafirmar o que chamou edição “maturidade” da Feira de Artesanato e Design (URDI), que de ano para ano, surpreende pela positiva.

Abraão Vicente, tirou sobre si a responsabilidade do sucesso da feira, revelando que esta é o fruto da coletividade. “É um trabalho de equipa. Não é o ministro Abraão Vicente quem faz as coisas acontecerem, mas, uma larga e vasta equipa que faz movimentar a cultura, das artes plásticas ao folclore, do Carnaval à música”, lançou.

Um facto defendido pelo director do CNAD, Artur Marçal, que voltou a evidenciar o trabalho do coletivo, que possibilitou a exposição dos produtos durante os cinco dias e que teve a sua qualidade reconhecida pelos artesãos e visitantes.

Um facto, que, entretanto, não envaidece este responsável, que afirma que isso, apenas, coloca mais responsabilidade em fazer as coisas, cada vez, mais bem-feitas. “É sinal que temos que continuar a trabalhar e é fundamental que mesmo bem-feitas, ainda existem coisas que precisam serem melhoradas e, esse é um desafio que vamos abraçar diariamente”, sustentou.

Ainda sobre à feira em si, Abraão Vicente agradeceu à Câmara Municipal de São Vicente pelo “forte engajamento” e lembrou que mesmo, que a ilha não tenha sido, um município destaque, o facto de acolher a feira, o torna, automaticamente, palco central da maior feira de Artesanato e Design do país.

“Eu continuo a dizer que São Vicente é especial quando da cultura queremos falar, porque é praticamente impossível termos outra cidade de Cabo Verde com esta disponibilidade para receber, acolher, germinar e fazer acontecer eventos desta montra”, advogou Abraão Vicente.

Já o presidente substituto da Câmara Municipal de São Vicente, afirmou que a URDI tem sido uma aposta ganha e que de ano para ano assiste uma ascensão qualitativa e quantitativa deste evento.

“Durante cinco dias a cidade do Mindelo respirou profundamente a cultura e a criatividade dos nossos artesãos e fazedores de cultura”, aliás, disse José Carlos da Luz, não se poderia esperar outra coisa da ilha, que tem enraizado a cultura e citou alguns eventos anuais que acontecem na ilha.

“É preciso mostrar cada vez mais a nossa cultura a todos os que visitam o nosso país e pensamos que, hoje, o artesanato é um sector económico em ascensão. E a visão de transformar a arte em grande sector económico deve ser motivo de orgulho e todos, visto que vai permitir que os artesãos possam obter rendimentos com a sua arte e da sua criatividade”, salientando que a URDI é uma autentica montra, daquilo que de melhor se faz no país.

“Esta feira (URDI) é mais uma excelente oportunidade de privilegiar, valorizar os artesãos enquanto artistas de excelência, protagonistas na defesa, preservação e valorização da identidade social e cultural de Cabo Verde”, apontou José Carlos da Luz.

Nadira Delgado em representação dos participantes considerou que a URDI) tem sido uma inspiração em todas as suas edições. E acredita que foi fundamental aumentar o espaço de exposição dos artesãos para que os produtos artesanais tivessem mais saída, para que pudéssemos ajudá-los a escoar os seus produtos e disseminar a importância do artesanato na cidade.

Acredita que estas edições mostram que a URDI só trouxe benefícios e muito entusiasmo para os artesãos, porque perceberam que estão a ser valorizados pela câmara municipal, governo, população e visitantes.”

Para Silvino António da Luz Delgado, vencedor do Prémio Djoy Soares, com a Casa Tradicional de Sintanton, o balanço da feira foi positiva e que apesar desta sua estreia no evento, considera que é   “importante” e oportuna, uma vez que serviu para divulgar os produtos e potencialidades dos concelhos participantes.

O artesão Euclides dos Santos é da mesma opinião que acrescentou ainda, o facto dos cinco dias a feira estar a “abarrotar” de pessoas com e visitas constantes de forma “satisfatória”.

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