Professores avançam para greve de dois dias

21/11/2023 18:30 - Modificado em 21/11/2023 18:30

O presidente do Sindep disse esperar uma adesão de mais de 90% nos dois dias de greve, estimando que não haverá aulas em nenhum estabelecimento de ensino em todos os níveis — do 1.º ao 12.º anos.

Os professores vão avançar para uma greve de dois dias a partir de quarta-feira, 22, por falta de acordo com o Governo sobre o reajuste salarial e outros pontos, entre o sindicato Nacional dos Professores (Sindep), o Sindicato dos Professores da ilha de Santiago (Siprofis) e Sindicato Democrático de Professores (Sindprof).

Jorge Cardoso, do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) diz que o maior ponto de discórdia tem a ver com o reajuste salarial para a classe docente.

Os professores querem um aumento do salário base em 35%, ou seja, para 107 mil escudos, mas o Governo não aceitou esta proposta, justificando que teria um “impacto orçamental” superior a 2,25 mil milhões de escudos.

“Apelo a todos os professores para aderirem à nossa luta, porque o Governo está a brincar com a classe docente”, manifestou ainda o porta-voz dos professores, que em 18 de outubro realizaram uma manifestação em vários pontos do país.

Relativamente ao aumento salarial, o executivo avançou anteriormente que apresentou uma proposta “mais sólida”, que beneficia os professores”, e considerou que a atual sugestão é “insustentável para qualquer Governo”, entretanto prometeu rever o aumento salarial.

Os professores pedem, ainda, a conclusão de reclassificações, promoção automática, regularização da atribuição dos subsídios por não redução da carga horária até 2024, melhorar a carreira dos mestres, doutores e professores universitários, regularização da carreira das educadoras de infância, regularização do processo de transição dos professores e revisão do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente.

O executivo avançou que já investiu mais de 5,4 milhões de euros para resolver pendências dos docentes e que para o próximo ano reservou mais de 900 mil euros para regularizar carreiras.

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