
A empresa farmacêutica nacional de Cabo Verde, Emprofac, garante que atualmente possui um estoque suficiente de insulina e outros medicamentos essenciais para a população cabo-verdiana, assegurando a continuidade do fornecimento. A administradora da farmacêutica para compras, Sara Pereira, ressalta a disponibilidade desses medicamentos, apesar de reconhecer desafios específicos no abastecimento de alguns produtos.
No programa “Outro Olhar” da rádio pública, Sara Pereira destacou a prioridade da empresa em garantir o acesso contínuo a medicamentos vitais para a saúde dos cabo-verdianos.
Esta responsável afirmou que, neste momento, há um estoque de insulina disponível, assegurando que registros internos da Emprofac indicam a presença de todos os medicamentos essenciais para a saúde da população.
No entanto, Pereira admite que houve instabilidades no fornecimento de medicamentos utilizados em exames de imagem, como a Iopromida, devido a restrições no fabrico e importação.
“Durante o ano teve necessidade de ser rateado por causa do fornecedor e o próprio laboratório não conseguiu dar resposta a nível internacional. É um medicamento que ao longo do ano de 2023 temos recebido pequenas quantidades e essas pequenas quantidades a Emprofac tem feito a gestão para que todas as farmácias e estruturas consigam ter o medicamento”, explicou.
A mesma explicou que a Emprofac tem gerenciado essa situação ao receber pequenas quantidades ao longo do ano e distribuí-las para todas as ilhas e estruturas públicas e privadas, mantendo um estoque de reserva para emergências.
A administradora reconheceu uma falha pontual no abastecimento de um tipo específico de insulina no início do ano, atribuindo-a a restrições de fabricação e importação. Contudo, destaca a prontidão da Emprofac em encontrar alternativas em colaboração com o ministério e os profissionais de saúde.
Sobre os desafios futuros, Sara Pereira antecipa dificuldades de abastecimento em 2024, mas tranquiliza a população ao afirmar que o plano de compras já está em andamento.
A entrevistada destacou que as encomendas para cobrir o estoque até abril do próximo ano já foram lançadas, e o processo para abastecer de abril a dezembro de 2024 está em fase de execução.
“Eventualmente, algum medicamento que possa, por várias razões, na cadeia de abastecimento estar em falta, a Emprofac procura sempre alternativas a este medicamento”, assegurou.
Sara Pereira assegura que a Emprofac goza de boa saúde financeira, indicando que os números até agora apontam para a possibilidade de lucros superiores aos 140 mil contos registados em 2022.