
Dezenas de professores saíram hoje às ruas do Mindelo, São Vicente exigindo a resolução dos seus problemas desde a grelha salarial ao memorando de entendimento.
Valter Silva, do grupo de professores que promoveram esta iniciativa, com o apoio dos sindicatos, Sindprof e Siprofis, afirmou que a manifestação foi feita por professores para professores, para exigir, mais uma vez, mais dignidade à classe docente, o aumento ou um reajuste em relação à inflação, e melhoria de condições, foram alguns dos pontos apontados pelos profissionais que ameaçaram ainda com uma greve ou congelamento das notas.
“Temos professores que trabalham com cerca de 37 alunos dentro de uma sala de aula, com cinco a seis avaliações a serem feitas. O que é desumano para nós profissionais”, apontou o porta-voz Valter Silva, que questionou como é possível ter qualidade numa turma com este número de alunos.
“Também temos descongelamento da carreia, ou seja reclassificação, progressão, promoção e também, um novo Estatuto de Pessoal de Carreia Docente”, elencou.
Por esta razão, este professor afirmou que esta é uma manifestação realizada pelos profissionais em cada ilha e que acabou por ter uma mobilização nacional”, e que classificou como sendo uma “vergonha é geral”, a atuação do Ministério da Educação, tendo em conta que se está a falar de uma classe de educadores, que sentem-se abandonados pela tutela e que já não estão dispostos a “falas mansas” do governo.
A nível nacional, a presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, garantiu que luta vai ser até ao fim. “…Da manifestação à greve, da greve ao congelamento de notas, não vamos parar. Nós estamos cá por uma luta que sabemos que temos toda a razão e estamos motivados para tal, porque camarão que dorme, a água leva”, disse.
A manifestação em São Vicente teve concentração na Praça Dom Luís, com término em frente a Delegação do Ministério da Educação.