
O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, defendeu em São Vicente, que à “obrigação”, primeiro de investir neste país é dos cabo-verdianos, dos que estão nas ilhas, dos que estão na diáspora, mas sempre aberto a todos aqueles que procuram Cabo Verde para investir.
“A primeira responsabilidade de fazer essa nação, uma nação desenvolvida é nossa e isso só acontece se investirmos e confiarmos no futuro desta nação”, apontou o governante, em declarações à imprensa no âmbito da inauguração do Ouril Hotel Mindelo, em São Vicente.
E para isso, desafiou os empresários a correrem mais riscos investindo na economia azul, na economia digital, no turismo, nas indústrias criativas, em todos os domínios da economia da atividade econômica e social, e só assim, reforçou, é possível criar empregos bem remunerados, qualificados e sem pobreza extrema.
Isso porque, lembrou, o mercado global é altamente competitivo e que para isso é preciso ter “músculo” no plano de acesso financeiro e de acesso ao mercado, na gestão, já que segundo o mesmo, isto não se consegue sozinho e é fundamental que se estabeleçam parcerias.
Parcerias com aqueles que estão em Cabo Verde, com cabo-verdianos que estão na diáspora, com parceiros internacionais que queiram investir no país e também com o Estado, afirmou ainda Olavo Correia, tem um papel de facilitar, empoderar e criar oportunidades.
Contudo, reforça a posição de que os privados têm obrigação de fazer acontecer, como foi feito com o empreendimento Ouril, que é para Olavo Correia a resposta de um desafio lançado pelo governo aos dois empresários, que assumiram a ousadia, mesmo com todas as dificuldades.
“Desafiamos e o Grupo Ouril e o Grupo Américos, dois grupos fortes no mercado, responderam bem e com o Governo a apoiar, e também a câmara municipal, hoje estamos aqui a criar, o que é mais importante”, salientou o governante.
Por isso, diz que quando se fala de empresários, não é por causa deles em si, mas pelo impacto que têm na economia do país. “Estamos a falar de 200 empregos e quando multiplicarmos por quatro pessoas por família, estamos a falar de 800 pessoas que vão viver directamente ligados a este hotel, para além das outros impactos provocados em toda a economia mindelense”.
Olavo diz que o impacto será enorme e o governo quer continuar a fazer o trabalho de parceria, chamando as empresas para poderem dialogar, e a “aumentar o músculo financeiro”, e assim, poderem diversificar os riscos para que possamos ter empresários cabo-verdianos mais fortes.