
Com a mudança no alinhamento, Zé Delgado foi o primeiro a subir ao palco e conseguiu animar o público. O artista que já estava a alguns anos fora do festival de Baía das Gatas trouxe grandes sucessos e o público mostrou que ainda, se lembra de tudo, principalmente da “menina de saia branca”
Com saudades do palco que não pisava há cerca de 12 anos, Zé Delgado mostrou-se honrado e privilegiado por abrir o certame musical. “Uma honra abrir um festival tão grande como este. Um festival da minha ilha”, referiu Zé Delgado, reconheceu que a atuação poderia ter sido diferente, se as coisas corressem como estava planeado, mas foi bom. Demos o nosso máximo”, salientou.
De seguida Josslyn, com a sua energia contagiante e temas que “têm encantado” as pessoas ao longo da sua carreira, proporcionou ao público “bons momentos”.
“O balanço geral do meu show é positivo. Foi muito bom. Estava ansiosa, mas consegui dar o meu máximo e voltar a confirmar este carinho é impressionante. Senti o público comigo, aderiu e esteve presente. Tiraram os pés do chão, cantaram, dançaram”, declarou Josslyn, que fez questão de agradecer o apoio e a energia do público e da Baía.
Com a saída da jovem natural de Santo Antão, outro nome bem conhecido do público de São Vicente. Nelson Freitas, que regressa ao festival, após cinco anos”. depois da sua estreia em 2010, o artista deu conta, ainda no palco, da satisfação pessoal com este regresso, tendo-se sentido “acarinhado” pelo público, como referiu.
Nelson Freitas no final tinha apenas elogios. “Foi incrível, saio daqui feliz e contente com esta entrega que testemunhei, aliás, nunca decepcionou em São Vicente, apontou o artista, que mostrou-se ainda satisfeito, por ter apresentado o Tour Quarentena na Baía das Gatas, nesse que foi o penúltimo concerto antes do fim do tour que termina, no domingo, em Algarve.
O pano do primeiro dia de festival caiu ao ritmo do Carnaval, com a actuação de Edson Oliveira, Gai Dias, Anisio Rodrigues e Constantino Cardoso, que fizeram o público vibrar em sintonia com os já conhecidos temas carnavalescos.
Mas antes do encerramento, a noite de sexta-feira, que não costuma ter reggae, foi agraciado com a atuação do estilo jamaicano de Alborosie, que regressa pela segunda vez. O público, que uma vez mais lotou o areal, não arredou o pé e apoiou com entusiasmo todos os momentos do artista que esteve acompanhado pela banda Shengen Clan, que vieram de fora para dar mais brilho ao festival.
Se para os artistas foi uma honra subir e participar deste festival, para a organização, o certame arrancou, tal como estava previsto, referiu o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves.
“O primeiro dia aconteceu como prevíamos, com tranquilidade, muita gente e muita emoção” elencou o autarca que assegurou, que esta grande movimentação de pessoas, acaba por movimentar a economia, trazer mais artistas para o convívio do palco, e dialogar com a população, sustentou.
Este é um festival que, conforme Augusto Neves, apresenta várias melhorias. “Começamos os trabalhos no areal, com três meses de antecedência com vários serviços e isso só acontece graças a parceiros que envolvem diretamente, muito forte, no festival”, apontou Augusto Neves.
“O festival foi assumido por jovens e nós só controlamos como é que as coisas decorrem”,referiu Augusto Neves, que lembrou que no próximo ano, o festival vai completar 40 anos e a câmara tem muitos que fazer e pretende dar um festival à altura desta data.
O festival tem crescido de forma exponencial, até que segundo Augusto Neves, conseguir um artista para o festival tem sido “bastante difícil”.
Sobre o tributo à “Bana”, diz que os artistas não conseguiram estar em São Vicente a tempo, para a abertura na sexta-feira, mas continua no alinhamento para acontecer no sábado.
A festa prossegue dentro de horas, às 21:00, com um cartaz equilíbrado de artistas e bandas estrangeiras.
Assim, a abrir o Tributo a “Bana”, composto pelos artistas Leonel Almeida, Dany Silva, Jenifer Solidade, Paula Fernandes. A festa prossegue com Dj Telio, que tem a responsabilidade de encerrar o segundo dia.