UCID denuncia tentativa de silenciamento político e apela à defesa da democracia em Cabo Verde

3/08/2023 16:26 - Modificado em 3/08/2023 16:26

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) denunciou, hoje, 03 de agosto,  a não cobertura jornalística de suas atividades políticas em contraste com a ampla atenção dada a deputados que apoiam o governo.  Esta situação é interpretada, pelo líder do partido, como uma tentativa de silenciar um partido político com representação parlamentar em pleno estado de direito democrático.

Segundo a UCID, suas atividades políticas têm sido constantemente ignoradas pelos órgãos de comunicação, enquanto visitas de deputados que apoiam o governo recebem amplo destaque.

“… a não cobertura algumas vezes das comunicações da UCID na cidade da Praia são interpretadas como tentativa de silenciamento de um partido político com assento parlamentar, situações que não devem fazer escola em pleno estado de direito democrático”, avançou o líder do partido, João Santos Luís.

Para a UCID, essa falta de cobertura pode ser uma estratégia para marginalizar o partido e minar sua influência política, apesar de serem representantes eleitos do povo. A liderança do partido expressou preocupação com essas práticas, afirmando que isso não deveria acontecer em um estado de direito democrático, onde a liberdade de expressão e a diversidade de opiniões devem ser respeitadas e promovidas.

O partido reforça a importância da imparcialidade dos órgãos de comunicação social públicos, destacando que eles não devem servir interesses partidários, mas sim o interesse do Estado e da sociedade como um todo.

“Os órgãos da comunicação social pública não pertencem ao partido A, B, ou C e nem tão pouco ao governo, mas sim ao Estado de Cabo Verde, pelo que, as suas atuações devem continuar a pautar-se pela imparcialidade e o tratamento igualitário de todos os cidadãos e atores políticos”, afirma o comunicado da UCID.

A liderança da UCID também enfatizou o papel do direito como ferramenta para garantir a democracia e lamentou as dificuldades na aplicação desse instrumento por parte de alguns atores políticos do país. Eles ressaltaram que é fundamental resistir e impedir que tais ações se tornem corriqueiras na democracia cabo-verdiana.

Segundo a UCID, é essencial que os cidadãos de Cabo Verde repudiem veementemente atitudes e práticas autoritárias, bem como qualquer forma de restrição às liberdades individuais, discriminação e exclusão.

“Torna-se importante estarmos todos atentos a estas atitudes e lutarmos para protegermos os princípios da Democracia, promovendo a Transparência, a igualdade de direitos e o Respeito pelas diferenças e opiniões contrárias”, apelou João Santos Luís.

AC – Estagiária

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