Cabo Verde recusa participar na cimeira Rússia/África – Primeiro-Ministro

26/07/2023 20:05 - Modificado em 26/07/2023 20:05


O Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou hoje que o país não participará na cimeira Rússia/África, agendada para breve em São Petersburgo, em resposta à invasão da Rússia na Ucrânia. Correia e Silva enfatizou que Cabo Verde condena veementemente a agressão russa e que manterá a posição de não apoiar qualquer ação relacionada à invasão até que o conflito termine.

O governante expressou claramente a posição do país em relação à cimeira Rússia/África, que está programada para ocorrer em São Petersburgo nos próximos dias.

Numa declaração à margem do terceiro ciclo do Debate social, Correia e Silva afirmou que Cabo Verde optou por não participar no evento em virtude da invasão da Rússia na Ucrânia.

“Cabo Verde já fez as suas escolhas e este contexto de guerra não vai participar. Fomos coerentes desde o primeiro momento. Nós condenamos a invasão da Rússia à Ucrânia nos fóruns próprios a nível das resoluções das Nações Unidas e continuamos com a mesma opção, de até esta guerra terminar não termos nenhuma ação que possa ser interpretada como apoio à invasão”, afirmou o Primeiro-Ministro.

É importante ressaltar que a cimeira Rússia/África tem sido alvo de atenção internacional devido à pressão exercida por países ocidentais sobre as nações africanas para dissuadi-las de participar do evento.

O Kremlin acusou os países ocidentais de aplicarem uma “pressão sem precedentes” sobre as nações africanas em relação à cimeira que contará com a presença de apenas dois chefes de estado lusófonos, nomeadamente, Moçambique e Guiné-Bissau.

Moçambique e Guiné-Bissau confirmaram a presença dos seus presidentes, Umaro Sissoco Embaló e Filipe Nyusi, respetivamente, demonstrando o posicionamento desses países em relação à realização do encontro.

Enquanto isso, Angola enviará o ministro dos Negócios Estrangeiros, Téte António, e São Tomé e Príncipe estará representado pelo embaixador em Lisboa, que também é acreditado em Moscovo.

NN/LUSA

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