
A Terceira edição do Campus de Verão Aminga, em São Vicente, arrancou na segunda-feira, 10 de julho, com a participação de 80 participantes e cerca de 30 instrutores, sendo 25 internacionais, na escola Salesiana de Artes e Ofícios.
O projecto, criado pela atleta cabo-verdiana de voleibol Zina Gomes juntamente com os irmãos Elizabete Gomes, ligada ao andebol e Betinho Gomes e a esposa Sofia Ramalho Gomes, ambos basquetebolistas, ex-atletas do Benfica e internacionais por Portugal, segue de vento em popa, avançou a presidente do conselho directivo do campus, Zina Gomes.
Para isso, segundo Zina Gomes, um staff de 30 formadores, dos quais alguns de São Vicente, outros da cidade da Praia, além de formadores internacionais, provenientes dos Estados Unidos da América, de Inglaterra (Londres), do Iraque, de Portugal, Haiti, e do Senegal, envolveram-se para darem o seu contributo ao desenvolvimento do projecto.

“O que leva, cada vez mais, a Aminga a encarar este projecto é a nossa vontade de devolvermos um pouco daquilo que o desporto e a vida nos tem dado e tentar ajudar, de alguma forma, que conseguimos a comunidade de São Vicente e de Cabo Verde” referiu a responsável.
Por isso, este ano apostaram cada vez mais na qualidade do Campus, é que além das três modalidades, o voleibol, Basquetebol e andebol, esta edição do Campus Aminga contempla também a vertente educacional com aulas de informática, inglês, artes, team building (técnicas usadas para fortalecer relações de grupo ou em equipa), Direitos Humanos e orientação para a escolha de carreira e a vertente comportamental com a avaliação comportamental, aulas de meditação e ioga.
Por isso, Zina Gomes afirma que de ano para ano, os promotores têm feito um trabalho, para conseguirem melhorar o projecto. “Em termos de novidades, tentamos trazer mais qualidade, analisamos os aspectos que podemos melhorar, o que mais podemos fazer para capacitar os jovens aqui, quem mais podemos trazer para compartilhar as suas experiências, compartilhar experiência com profissionais estrangeiros, com os alunos e professores locais”.
Em relação ao número de participantes, tendo em conta que no ano passado, foram cerca de 120, este ano houve um decréscimo. “Desde o primeiro ano, dissemos que iríamos implementar os pré- requisitos e queríamos, primeiro, incentivar, mostrar o nosso trabalho de voluntariado, como é importante verem como as pessoas que trabalham no projecto”, explicou.
Sobre os instrutores, estes fazem o trabalho de forma voluntária. É que além de não receberem pelo trabalho, ainda pagam as suas passagens, com o próprio dinheiro. “Por isso antes de colocar os pré-requisitos quisemos fazer um experimento. Colocamos como um dos requisitos a média estudantil, e 30 horas de voluntariado desde de que o campus terminou no ano passado e limite no número de inscritos”.
Uma tarefa que não foi fácil, tendo em conta que o número de inscrições, mais uma vez, superou as expectativas. “Foram mais de 200 inscritos. Mas infelizmente, não conseguimos aceitar todos e colocamos os requisitos”.
Apoios
Sobre a chegada dos apoios para dar continuidade ao projecto, diz que quando o campus termina, começam, em outubro, a trabalhar para conseguir arrecadar o necessário para uma outra edição. “Em Cabo Verde temos garantias dos apoios, mas, infelizmente, os apoios verbais muitas vezes não se concretizam, ou quando acontecem chegam quando faltam duas semanas antes do campus”, refere Zina que apela às empresas nacionais e as instituições do Estado, que queiram ajudar, que o façam, de forma atempada.
Isso porque, salientou, começam a trabalhar com cerca de um ano de antecedência. “Passamos um ano a planear a próxima edição, e é por isso que temos pessoas a pedir apoios internacionais e é com estes apoios, que normalmente chegam antes que começamos o planeamento.
A terceira edição do campus Aminga termina, na próxima segunda-feira, 17 de julho, com uma cerimónia de distinção dos melhores do campus.
Recorde-se que a “AMINGA-Youth Sports Development Program” conta com a sua sede em Miami, Estados Unidos da América, e é certificada como organização cooperativa estrangeira sem fins lucrativos em Cabo Verde.
Elvis Carvalho