Nova PCA da CABNAVE assume compromisso de modernizar estaleiro e conquistar novos mercados

6/11/2026 09:12 - Modificado em 6/11/2026 09:23

Gracinda Monteiro promete uma gestão focada na sustentabilidade financeira, modernização das infraestruturas, valorização dos trabalhadores e reforço da competitividade da empresa. Ministro dos Transportes e Mar aponta cinco prioridades para o novo ciclo de gestão, defendendo uma CABNAVE mais sólida, transparente e preparada para conquistar clientes na região.

Novo Conselho de Administração (PCA) da CABNAVE – Gracinda Monteiro PCA (Vestido Azul), Jorge Pimenta Lima (esquerda) administrador executivo, Victor Furtado administrador executivo e Maria helena Rodrigues Presidente do Conselho Fiscal.

A nova presidente do Conselho de Administração (PCA) da CABNAVE, Gracinda Monteiro, assumiu o compromisso de trabalhar para tornar a empresa mais eficiente, competitiva e sustentável, apostando no reforço da capacidade operacional, na modernização das infraestruturas e na conquista de novas oportunidades de negócio. A garantia foi deixada durante a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos de administração, em São Vicente, num momento marcado pelo reconhecimento da importância estratégica do estaleiro naval para o desenvolvimento da economia azul em Cabo Verde.

No seu primeiro discurso enquanto PCA, Gracinda Monteiro sublinhou que a nova administração assume funções consciente da responsabilidade perante o país, o Governo, os trabalhadores, os clientes e os parceiros da empresa. A responsável fez questão de reconhecer o percurso da CABNAVE e o contributo das anteriores administrações e dos trabalhadores para a continuidade e afirmação da instituição.

«Não partimos do zero, partimos de uma base que devemos valorizar, fortalecer e desenvolver», afirmou, defendendo que a experiência acumulada ao longo dos anos deve servir de fundamento para uma nova etapa de crescimento.

A nova presidente considera que a CABNAVE desempenha um papel que ultrapassa a sua dimensão industrial, na medida em que constitui uma infraestrutura essencial para a manutenção e reparação de embarcações, apoiando os armadores e operadores marítimos e contribuindo para a criação de emprego, desenvolvimento de competências e geração de valor acrescentado na economia nacional.

Neste sentido, enquadrou a missão da empresa no potencial marítimo de Cabo Verde e nas oportunidades que a economia azul representa para um país arquipelágico, cuja localização geográfica constitui uma vantagem estratégica.

Apesar das oportunidades, Gracinda Monteiro reconheceu a existência de desafios financeiros, operacionais, comerciais e de modernização das infraestruturas. Para responder a estas dificuldades, anunciou uma gestão orientada para o rigor financeiro, melhoria dos processos internos, reforço da componente comercial e maior aproximação aos clientes e parceiros.

A necessidade de investimentos nas infraestruturas e nos equipamentos foi igualmente destacada como uma das prioridades da nova administração. Segundo a PCA, será necessário identificar as necessidades mais urgentes, estabelecer prioridades e mobilizar recursos para reforçar a capacidade operacional do estaleiro, melhorar a produtividade, garantir a segurança e elevar a qualidade dos serviços.

Gracinda Monteiro colocou também os trabalhadores no centro da estratégia, reconhecendo o conhecimento técnico, a experiência e a dedicação dos profissionais que têm assegurado o funcionamento da empresa ao longo dos anos. Defendeu que qualquer processo de transformação deverá contar com o envolvimento dos colaboradores, considerando-os fundamentais para alcançar os objetivos definidos.

Por sua vez, o ministro dos Transportes e Mar, João do Carmo, manifestou confiança na nova administração, desejando sucesso aos seus membros e reconhecendo o trabalho desenvolvido pelo Conselho de Administração cessante.

O governante afirmou que a confiança depositada nos novos responsáveis representa um compromisso com os trabalhadores, clientes, acionistas e o país, defendendo uma gestão competente, próxima das equipas e rigorosa nas decisões, capaz de melhorar os serviços e fortalecer a empresa.

Na ocasião, João do Carmo apresentou cinco prioridades que, no seu entender, deverão orientar o novo ciclo de gestão da CABNAVE: sustentabilidade económica e financeira, modernização e competitividade dos serviços, valorização dos trabalhadores e das suas competências, transparência e prestação de contas, e responsabilidade ambiental associada ao desenvolvimento da economia azul.

Relativamente à sustentabilidade financeira, o ministro defendeu a necessidade de aumentar as receitas, controlar os custos e melhorar a produtividade, através de uma gestão rigorosa dos recursos, acompanhamento da rentabilidade dos serviços e maior eficiência na cobrança dos pagamentos.

Quanto à competitividade, considerou que a confiança dos clientes depende da qualidade dos trabalhos, da segurança, de preços claros e do cumprimento dos prazos. Já no domínio dos recursos humanos, destacou a importância de valorizar o conhecimento dos trabalhadores, promover a transmissão de competências às gerações mais jovens e investir na formação profissional para acompanhar a evolução tecnológica do setor.

A transparência e a boa governação foram igualmente apontadas como condições essenciais para a consolidação da empresa, através de decisões fundamentadas, regras claras e prestação regular de contas aos acionistas e órgãos sociais.

No plano ambiental, João do Carmo chamou a atenção para a necessidade de melhorar a gestão de resíduos, efluentes e substâncias perigosas no estaleiro, bem como apostar na eficiência energética, nas energias renováveis e no melhor aproveitamento dos materiais.

O ministro salientou ainda que o impacto da CABNAVE se estende a todo o arquipélago, uma vez que a reparação e manutenção naval contribuem diretamente para garantir a operacionalidade dos navios que asseguram o transporte de passageiros, o abastecimento das ilhas e a atividade económica.

Defendeu, por isso, uma maior articulação entre o estaleiro naval, os armadores, operadores marítimos, fornecedores e instituições de formação, considerando que esta cooperação poderá aumentar a procura de serviços, desenvolver competências nacionais e reter mais valor na economia cabo-verdiana.

João do Carmo manifestou a ambição de ver a CABNAVE crescer, atrair novos clientes e conquistar a confiança de armadores estrangeiros, contribuindo para posicionar Cabo Verde como uma referência regional na reparação naval.

A cerimónia de tomada de posse marca, assim, o início de um novo ciclo de gestão para a CABNAVE, com o desafio de consolidar a sustentabilidade da empresa, melhorar as condições de trabalho, reforçar a sua capacidade técnica e transformar o potencial marítimo de Cabo Verde em novas oportunidades de negócio e desenvolvimento económico.

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