
A campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 15 de Novembro arranca hoje, com seis candidatos na corrida à Presidência da República de Cabo Verde. A disputa coloca frente a frente o actual chefe de Estado, José Maria Neves, que procura um segundo mandato, e outros cinco concorrentes, incluindo a candidata apoiada pelo Movimento para a Democracia (MpD), Joana Rosa.
De acordo com o calendário divulgado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), a campanha decorre até 13 de Novembro, dois dias antes da votação.
Segundo os dados mais recentes da CNE, referentes a Setembro, estão inscritos 426.531 eleitores, dos quais 76.898 residem na diáspora, o equivalente a cerca de 18% do total. Na altura da divulgação dos números, o recenseamento eleitoral já se encontrava suspenso, embora os dados ainda estivessem sujeitos a correcções.
A CNE aguarda a entrega dos cadernos eleitorais definitivos, segundo uma fonte do organismo citada pela agência Lusa.
Na corrida presidencial deste ano, José Maria Neves, candidato à reeleição, conta com o apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV). Já a antiga ministra da Justiça, Joana Rosa, é apoiada pelo MpD.
Os restantes candidatos são Gilson Alves, médico; Casimiro Pina, jurista; Antero Tavares, juiz; e Loisito Sousa, docente.
Nas eleições presidenciais de 2021, sete candidatos disputaram a Presidência da República. José Maria Neves venceu à primeira volta, com 51,8% dos votos, derrotando Carlos Veiga, antigo primeiro-ministro e fundador do MpD, que obteve 42,4%. Nesse escrutínio, a abstenção atingiu os 52%.
A reeleição de José Maria Neves poderá dar continuidade a uma tendência histórica em Cabo Verde. Até agora, todos os Presidentes da República eleitos por sufrágio universal que se recandidataram a um segundo mandato conseguiram a reeleição.
Foi o caso de António Mascarenhas Monteiro, eleito em 1991 e reeleito em 1996; de Pedro Pires, que venceu em 2001 e 2006; e de Jorge Carlos Fonseca, eleito em 2011 e reeleito em 2016.
Com seis candidatos na disputa, a campanha eleitoral será decisiva para mobilizar os eleitores, num contexto em que a participação nas urnas continua a constituir um dos principais desafios dos processos eleitorais no país.