Cabo Verde estreia-se no dia 18 de outubro frente ao Brasil.

A participação na competição, que decorre de 12 a 18 de outubro, resulta da cooperação entre a Federação Cabo-verdiana de Futebol e a Confederação Brasileira de Futebol. A FCF promete investir na formação de treinadores e árbitros, bem como na criação de academias de futsal em todo o país, a partir de 2027.
Cabo Verde participa, pela primeira vez, na Copa das Nações de Futsal, que decorre de 12 a 18 de outubro, numa experiência que a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) considera importante para o desenvolvimento da modalidade no país.
Em declarações sobre a participação dos Tubarões Azuis, o vice-presidente da FCF, Ivan Ramos, explicou que o convite surgiu no âmbito da cooperação entre a federação cabo-verdiana e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que já proporcionou intercâmbios e partilha de experiências nas áreas da formação e do desenvolvimento do futebol e do futsal.
Segundo o dirigente, a presença na competição representa uma oportunidade de crescimento para uma seleção ainda jovem, com apenas dez meses de existência, que terá a possibilidade de competir num dos principais palcos internacionais da modalidade.
Na estreia, Cabo Verde enfrenta o Brasil, atual referência mundial do futsal, num confronto que Ivan Ramos considera uma oportunidade de aprendizagem para os jogadores e para a equipa técnica. “São palcos em que almejamos estar. Essa experiência vai ser de uma grandiosidade para nós”, afirmou, sublinhando que a participação permitirá à seleção avaliar o seu nível competitivo e perspetivar os próximos passos do futsal cabo-verdiano.
Apesar da aposta na participação internacional, Ivan Ramos reconhece que o futsal em Cabo Verde ainda enfrenta desafios ao nível da organização e da estruturação das competições.
A federação pretende, por isso, avançar, em 2027, com ações de formação para treinadores e árbitros, além da implementação de competições regionais e nacionais.
O dirigente considera que a presença de jogadores residentes em Cabo Verde nas convocatórias da seleção demonstra a existência de talento no país, mas defende a criação de condições para que estes atletas tenham oportunidades de desenvolvimento semelhantes às dos jogadores que atuam no estrangeiro.
“Temos que fazer aqui um trabalho e é responsabilidade da Federação fazer este trabalho para que o futsal interno se desenvolva”, declarou.
Ivan Ramos reconheceu que os jogadores que atuam na diáspora beneficiam de realidades competitivas diferentes, defendendo a necessidade de reforçar as estruturas nacionais para reduzir essa diferença e proporcionar melhores condições de preparação aos atletas residentes.
Entre os projetos previstos no programa de desenvolvimento do futsal está a criação de uma rede de academias em todo o país, com o objetivo de trabalhar a modalidade desde a base e preparar futuras gerações de jogadores.
A iniciativa pretende alargar as oportunidades de formação e criar uma estrutura capaz de alimentar as seleções nacionais e promover a projeção internacional dos atletas cabo-verdianos.
O dirigente recordou que várias competições de futsal já são organizadas por associações regionais e promotores privados, nomeadamente em São Nicolau, São Vicente e na Praia. Para reforçar a articulação entre estes agentes, a FCF promoveu, em maio, na Cidade da Praia, um fórum nacional de futsal, que reuniu representantes das associações regionais e responsáveis pelas competições realizadas nas diferentes ilhas.
Do encontro, segundo Ivan Ramos, resultou a definição de prioridades, com destaque para a formação de árbitros e treinadores, que deverão constituir os primeiros passos da estratégia a implementar em 2027.
Para Ivan Ramos, a presença dos Tubarões Azuis na competição representa também uma oportunidade de reconhecimento e agradecimento ao povo brasileiro pelo apoio prestado à seleção cabo-verdiana de futebol durante o Campeonato do Mundo de 2026.
NN