Eduino Santos apresenta «Noca, Meu Amor», um romance sobre Cabo Verde, a memória e as vidas marcadas pela história

9/10/2026 13:57 - Modificado em 9/10/2026 13:57

O jornalista Eduino Santos apresentou, na tarde de ontem, 08 outubro, o seu primeiro livro intitulado Noca, Meu Amor, um romance que revisita a história de Cabo Verde através das vivências das pessoas comuns, num percurso que cruza o mar, a emigração, a guerra, a independência e os laços familiares.

Mais do que contar a história de uma família, a obra, conforme o escritor que se estreia na literatura, propõe uma reflexão sobre as transformações sociais e políticas que marcaram o arquipélago, com particular atenção às experiências de homens que partiram e mulheres que ficaram, às partidas para Lisboa e ao peso da memória na construção das identidades.

Na apresentação da obra, Eduino Santos revelou que o título nasceu muitos anos antes de o livro ganhar forma, numa altura em que sabia apenas que queria escrever sobre uma mulher chamada Nauca, que nunca chegou a conhecer. Essa ausência, explicou, acabou por se transformar num dos pontos de partida para a criação do romance.

O autor sublinhou que a narrativa procura mostrar o impacto dos grandes acontecimentos históricos na vida das pessoas comuns, colocando no centro da história as experiências individuais, os afectos, as separações e as marcas deixadas pelo tempo.

A narrativa começa em maio de 1973, num período decisivo da história contemporânea de Cabo Verde, e desenvolve-se a partir de um contexto em que as vivências pessoais se cruzam com os acontecimentos que moldaram o país e a sua diáspora.

Com Noca, Meu Amor, Eduino Santos convida os leitores a revisitar o passado cabo-verdiano através da literatura, explorando a relação entre a história colectiva e as histórias individuais que, muitas vezes, permanecem fora dos grandes relatos históricos.

NN

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