Acidente no Fogo: avaliação técnica detecta problemas na sinalização da estrada de Campanas

22/09/2026 12:47 - Modificado em 22/09/2026 12:47

A avaliação técnica realizada à estrada Chã das Caldeiras–Campanas de Cima identificou problemas na sinalização vertical do troço onde, no passado dia 5 de Setembro, um autocarro se despistou, provocando 25 mortos. A pavimentação da via, porém, foi considerada em condições adequadas.

As conclusões, ainda preliminares, foram avançadas pelo ministro das Infraes8truturas, Carlos Tavares, depois de visitar no domingo, 21, o local da tragédia.

Segundo o governante, a equipa técnica enviada ao Fogo detectou deficiências ao nível da sinalização vertical, estando ainda a elaborar o relatório da avaliação efectuada à estrada.

A constatação introduz um dado novo na análise das condições do troço, mas não permite estabelecer qualquer relação entre as deficiências encontradas e as causas do acidente.

Essa distinção é particularmente importante num momento em que continuam a circular diferentes versões sobre o que poderá ter provocado o despiste.

Estrada e acidente são objecto de avaliações diferentes

Carlos Tavares esclareceu que a equipa que avaliou as condições da estrada não é a mesma que está encarregada de investigar as causas da tragédia.

Enquanto uma análise procura determinar as condições da infraestrutura — incluindo pavimentação e sinalização —, a Comissão de Inquérito criada pelo Governo tem um mandato mais amplo, que inclui a análise do estado técnico e mecânico do autocarro, manutenção e inspecções, condições de circulação, motorista, características da estrada e resposta dos serviços de emergência.

Por isso, apesar de estar agora oficialmente identificada uma deficiência na sinalização vertical, continua por determinar o que levou o autocarro a sair da estrada e cair na ravina.

O acidente ocorreu quando a viatura fazia o trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas. O balanço oficial é de 25 mortos e 13 sobreviventes, entre os 38 ocupantes do autocarro.

Mais de duas semanas depois da maior tragédia rodoviária recente na ilha do Fogo, começa a existir informação técnica sobre a estrada. Sobre a pergunta essencial — por que razão o autocarro se despistou — ainda não existe uma resposta oficial.

NN

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