
As autoridades corrigiram esta quarta-feira, 9 de Setembro, o balanço do trágico acidente de Campanas, na ilha do Fogo. Afinal, seguiam 38 pessoas no autocarro e não 39, como vinha sendo contabilizado desde o acidente. Mantendo-se as 25 vítimas mortais, o número de feridos é corrigido de 14 para 13. Um terceiro paciente foi entretanto transferido para o Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia.
A correção foi divulgada pela Inforpress e resulta do esclarecimento da situação de uma mulher grávida que vinha sendo incluída entre os ocupantes do autocarro.
Segundo as novas informações das autoridades, a mulher não seguia no autocarro acidentado, mas numa outra viatura que fazia o mesmo percurso.
A sua inclusão no balanço inicial levou a que, desde o dia da tragédia, fossem contabilizadas 39 pessoas envolvidas — 25 mortos e 14 feridos.
Com o esclarecimento agora feito, o balanço oficial do acidente passa a ser de 38 ocupantes: 25 mortos e 13 feridos.
Há também alterações na situação clínica dos sobreviventes. Um terceiro paciente foi transferido esta quarta-feira do Fogo para o Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia.
Desta forma, três sobreviventes encontram-se agora hospitalizados na Praia.
No Hospital Regional São Francisco de Assis, em São Filipe, permanecem internados nove feridos: quatro em observação, três no serviço de cirurgia e dois em pediatria.
Uma criança de cinco anos já teve alta hospitalar.
Assim, os 13 sobreviventes do acidente distribuem-se actualmente entre nove hospitalizados no Fogo, três na Praia e uma criança que já regressou a casa depois de receber alta.
Mantém-se igualmente confirmado que 20 das 25 vítimas mortais morreram no próprio local do acidente, na zona de Campanas.
As outras cinco chegaram a ser transportadas para o Hospital Regional São Francisco de Assis, onde acabaram por morrer.
Este dado tinha sido inicialmente recolhido pelo Notícias do Norte junto de uma fonte idónea na ilha do Fogo e foi posteriormente confirmado pelas autoridades.
A maioria das vítimas era constituída por crianças e jovens. As autoridades da Educação já confirmaram que 17 das 25 vítimas mortais eram estudantes.
Quatro dias depois da tragédia, continua sem existir uma conclusão oficial sobre o que provocou o despiste e a queda do autocarro na ravina.
As autoridades têm pedido prudência perante as diferentes hipóteses que circulam, enquanto decorrem os trabalhos técnicos destinados a esclarecer as circunstâncias do acidente.
Uma equipa das Estradas de Cabo Verde encontra-se igualmente na ilha para avaliar as condições da estrada Chã das Caldeiras–Campanas de Cima.
A retirada do autocarro da ravina constitui outra operação complexa, uma vez que a grua de 50 toneladas inicialmente disponibilizada não consegue chegar ao local em condições de segurança.
Com a correção feita esta quarta-feira, fica também retificado um dos números que acompanhou a tragédia desde as primeiras horas: não estavam 39 pessoas no autocarro. Eram 38 — 25 morreram e 13 sobreviveram.
NN