Novo Conselho da ENAPOR quer transformar investimentos em mais produtividade e competitividade

31/08/2026 23:42 - Modificado em 31/08/2026 23:43

Hamir Inocêncio defende uma nova cultura de gestão na empresa e promete portos mais digitais, eficientes e integrados

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O novo Presidente do Conselho de Administração da ENAPOR, Hamir Inocêncio, quer imprimir uma cultura de gestão mais orientada para resultados na Empresa Nacional de Administração dos Portos de Cabo Verde. Para o responsável, o desafio não passa apenas por construir e modernizar infraestruturas, mas sobretudo por garantir que os investimentos realizados se traduzam em ganhos concretos para a empresa e para a economia nacional.

“Não basta apenas construir, é preciso produzir”, defende Hamir Inocêncio, sublinhando que cada investimento realizado nas infraestruturas portuárias deve resultar, tanto quanto possível, em maior capacidade, melhor serviço, menores custos e maior produtividade.

A nova administração pretende ainda que os investimentos contribuam para aumentar o tráfego portuário, criar novos negócios e receitas, gerar emprego e reforçar a competitividade da economia cabo-verdiana.

Hamir Inocêncio destacou o percurso de modernização da ENAPOR ao longo das últimas duas décadas. Desde 2004, os investimentos realizados na empresa atingiram cerca de 350 milhões de euros, permitindo desenvolver importantes projectos e criar uma base de infraestruturas que, segundo o novo presidente, deve agora ser valorizada e rentabilizada.

É precisamente sobre esta base que o novo Conselho de Administração pretende trabalhar, procurando transformar as infraestruturas existentes em instrumentos cada vez mais eficientes para o desenvolvimento económico do país.

A aposta passa por uma ENAPOR com portos progressivamente mais digitais, integrados, seguros, eficientes e inteligentes. “Queremos portos progressivamente mais digitais, integrados, seguros, eficientes e inteligentes, capazes de reduzir tempos de espera, simplificar procedimentos, aumentar a rentabilidade das operações e melhorar a articulação em ENAPOR. Há as alfândegas, operadores, armadores, os transitários, os transportadores e demais integrantes da comunidade portuária”, sustentou Hamir Inocêncio.

O objectivo é reduzir os tempos de espera, simplificar procedimentos, aumentar a previsibilidade e a eficiência das operações e melhorar a articulação entre os diferentes intervenientes da comunidade portuária.

A nova administração pretende, assim, reforçar uma visão de gestão em que os investimentos não sejam avaliados apenas pela dimensão das obras realizadas, mas também pelo impacto que produzem depois de entrarem em funcionamento.

Para Hamir Inocêncio, cada infraestrutura deve contribuir para melhorar o funcionamento dos portos e gerar valor para a empresa e para o país.

Para o ministro do Mar, durante a cerimónia de posse do novo PCA, que substitui Erineu Camacho, este é um momento de “renovação, confiança e reafirmação” do compromisso com o futuro da ENAPOR.

Ao novo Conselho de Administração é atribuída, segundo o governante, a responsabilidade de liderar uma instituição de importância estratégica para Cabo Verde e dar continuidade ao processo de fortalecimento e modernização da empresa.

“Ao novo Conselho de Administração é confiada a elevada responsabilidade de liderar uma instituição de importância estratégica para o país, dando continuidade ao processo de fortalecimento e modernização em curso. Compete-lhe consolidar os progressos alcançados, aprofundar uma cultura de gestão orientada pela excelência na inovação e na criação sustentável de valor para a economia nacional, reforçar a conectividade entre as ilhas e ampliar a projeção internacional de Cabo Verde, contribuindo para o desenvolvimento económico e fortalecimento da competitividade do país”, elencou João do Carmo.

A estratégia para a ENAPOR está igualmente ligada à aposta do país na economia azul. A empresa é chamada a desempenhar um papel central numa visão de desenvolvimento que procura aproveitar melhor o potencial marítimo e portuário de Cabo Verde.

A modernização dos portos, o aumento da eficiência das operações e o reforço da conectividade entre as ilhas são vistos como instrumentos para apoiar a actividade económica e melhorar a competitividade nacional.

A visão defendida pelo novo Conselho de Administração coloca, por isso, a criação de valor no centro da gestão: mais eficiência, mais tráfego, novos negócios, mais receitas e maior capacidade de resposta às necessidades da economia.

O propósito final, segundo o ministro, é fazer com que a transformação da ENAPOR e da economia azul se traduza em mais desenvolvimento e bem-estar para os cabo-verdianos.

NN

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