
O ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, em São Vicente, disse que a sua principal prioridade nesta fase é conhecer de perto o funcionamento das estruturas de saúde em todo o país, identificar as principais dificuldades e definir áreas de intervenção para melhorar a prestação dos cuidados de saúde a nível nacional.
À margem de uma visita a várias unidades de saúde da ilha, o governante explicou que o primeiro contacto com a realidade do sistema permitiu confirmar que a maior dificuldade continua a ser a escassez de recursos humanos.
“A dificuldade fundamental que temos é a falta de recursos humanos. Precisamos de mais médicos, mais enfermeiros, técnicos de farmácia, técnicos de laboratório e outros profissionais para o Sistema Nacional de Saúde. Vamos concentrar todos os esforços para resolver estes problemas a nível nacional”, afirmou.
Durante a visita às obras do futuro Centro de Saúde de Monte Sossego, Lúcio Fernandes reconheceu que a infraestrutura sofreu sucessivos adiamentos, mas garantiu que o Governo pretende concluir o projeto e dotá-lo das condições necessárias para servir uma das zonas mais populosas da ilha de São Vicente.
Segundo o ministro, apesar de ainda não existir uma data definida para a conclusão das obras, o desafio seguinte será assegurar o equipamento e o mobiliário da unidade, uma vez que esses custos não estão contemplados no orçamento da empreitada.
“Depois de concluídas as obras, teremos de garantir todo o equipamento e mobiliário do centro. Vamos avaliar as necessidades e desenvolver toda a engenharia necessária para conseguirmos esses materiais e equipar o centro da melhor forma possível”, explicou.
No âmbito da mesma deslocação, o governante visitou ainda o Centro de Terapia Ocupacional de Ribeira de Vinha, onde destacou as melhores condições estruturais da unidade em comparação com o Centro de Reabilitação da Granja de São Filipe.
“O objetivo é dotar a Granja de São Filipe de condições infraestruturais semelhantes às que encontramos aqui, para garantir uma melhor qualidade de atendimento”, afirmou.
Lúcio Fernandes anunciou igualmente a intenção de rever os procedimentos de admissão dos utentes nos centros de reabilitação, considerando que o atual processo é excessivamente burocrático.
“Sabemos que o protocolo de admissão é muito burocrático e temos de trabalhar para tornar o internamento mais simples e acessível. O Ministério da Saúde fará tudo o que estiver ao seu alcance para melhorar o funcionamento destes centros e apoiar o importante trabalho que aqui é desenvolvido”, concluiu.
NN