Mega Campanha Nacional de Limpeza teve “forte adesão”, mas Governo alerta que prevenção contra doenças deve ser permanente

27/07/2026 13:34 - Modificado em 27/07/2026 13:34

Ministro da Saúde considera balanço positivo da iniciativa nacional, mas defende maior envolvimento da população, organizações comunitárias e instituições para combater doenças transmitidas por mosquitos

A Mega Campanha Nacional de Limpeza, realizada em simultâneo em todos os municípios de Cabo Verde, teve um balanço “globalmente muito positivo”, segundo o ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, que destacou a mobilização institucional e a participação de diferentes setores da sociedade na iniciativa.

De acordo com o governante, a campanha contou com uma “forte adesão institucional” e uma mobilização considerada sem precedentes envolvendo órgãos do Estado, autarquias locais e sociedade civil. Em praticamente todos os concelhos do país foram realizadas ações de limpeza, eliminação de potenciais criadouros de mosquitos e sensibilização das comunidades.

Para Lúcio Miranda Fernandes, o envolvimento demonstrado durante a campanha revela uma crescente consciência coletiva sobre a importância da prevenção das doenças transmitidas por vetores, sublinhando que a união de esforços permite mobilizar o país em torno de objetivos comuns de saúde pública.

Apesar dos resultados positivos, o ministro reconhece que existem desafios a ultrapassar, nomeadamente no reforço da participação dos cidadãos. Segundo explicou, um único dia de mobilização nacional, embora importante, poderá não ser suficiente para responder à dimensão dos desafios existentes.

“A prevenção exige continuidade, acompanhamento e um esforço permanente”, afirmou, defendendo a criação de uma verdadeira cultura preventiva nas comunidades e nos lares cabo-verdianos.

O Ministério da Saúde deverá realizar, nos próximos dias, uma reunião nacional de avaliação com todos os parceiros envolvidos, com o objetivo de analisar o trabalho desenvolvido em cada município, identificar boas práticas, avaliar dificuldades e definir medidas para melhorar futuras edições da campanha.

Entre as prioridades apontadas estão o aumento da participação popular, o reforço da coordenação entre instituições e uma maior eficácia das ações de prevenção.

O ministro destacou ainda a necessidade de envolver mais ativamente igrejas, organizações não-governamentais, associações juvenis, associações comunitárias, escolas e outras forças vivas da sociedade cabo-verdiana.

“Esta luta não pode ser apenas das instituições. Só as instituições não conseguirão vencer este desafio”, alertou.

Segundo Lúcio Miranda Fernandes, cada cidadão tem um papel fundamental na proteção da saúde pública, através de ações simples como eliminar recipientes com água parada, manter quintais limpos, proteger cisternas e adotar comportamentos preventivos no dia a dia.

O governante reforçou que a campanha não termina com a realização da ação nacional de limpeza. As atividades irão continuar através das Delegacias de Saúde, Câmaras Municipais e restantes parceiros, com ações de limpeza, sensibilização e vigilância em todo o território nacional.

O objetivo, afirmou, continua a ser “manter Cabo Verde livre da transmissão do paludismo, prevenir novos surtos de dengue e proteger a saúde das populações”.

“Uma campanha pode durar um dia, mas a prevenção deve durar todos os dias”, concluiu o ministro da Saúde.

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