Os Países Baixos fizeram história na segunda edição do Volleyball World Beach Pro Tour Futures Laginha, em São Vicente, ao conquistarem as medalhas de ouro nas competições feminina e masculina. As finais disputadas na praia da Laginha ficaram marcadas por grandes momentos de voleibol de praia, emoção e um ambiente especial com jogos realizados sob iluminação artificial.

No sector feminino, a dupla Jill de Groot e Leanne Van Vegten confirmou o título depois de vencer uma outra dupla neerlandesa por 2-0 sets, com parciais de 21-15 e 21-15.
No final do encontro, as campeãs destacaram a experiência inédita de jogar à noite e elogiaram o ambiente criado pelo público cabo-verdiano.
“Sinto-me muito bem. Foi muito divertido jogar no escuro. Nunca tínhamos jogado assim, com música e todas as luzes. Havia muitas pessoas, foi muito especial jogar com este ambiente”, afirmou Jill de Groot.
Sobre a final frente a uma dupla do mesmo país, a atleta reconheceu a dificuldade do desafio: “Foi um jogo difícil, porque as duas equipas conhecem-se muito bem. Tivemos de mudar o plano várias vezes, mas conseguimos encontrar soluções”.
Questionadas sobre se eram apontadas como favoritas à conquista do torneio, as campeãs admitiram que não entraram como principais candidatas.
“Não muito, mas tínhamos um bom nome e acreditávamos no nosso trabalho”, explicaram.
Entre os momentos mais complicados da partida, apontaram o início do jogo e a adaptação às condições de iluminação.
“Começámos um pouco devagar. Depois encontrámos o nosso ritmo e conseguimos melhorar. Também tivemos de nos adaptar às luzes da noite e à percepção da profundidade da bola, mas foi ficando cada vez melhor”, referiram.
Sobre a passagem por São Vicente, a dupla neerlandesa mostrou-se encantada com a competição e com o apoio do público.
“Adorámos muito estar aqui. As pessoas, o ambiente e a forma como todos vivem o jogo foram incríveis. O público estava sempre a gritar e a apoiar. Foi perfeito e definitivamente vamos voltar”, garantiram.
Na competição masculina, também houve ouro para os Países Baixos. A dupla formada por Thijmen Heemskerk e Calvin Ooms conquistou o título após uma grande recuperação frente aos adversários.
Os neerlandeses perderam o primeiro set por 21-12, mas conseguiram dar a volta ao encontro, vencendo o segundo parcial por 21-14 e o terceiro por 15-13, fechando a final com uma vitória por 2-1 sets.
Após o triunfo, Thijmen Heemskerk reconheceu que o início do jogo foi complicado.
“Começámos mal. Estávamos um pouco nervosos, especialmente eu. Mas no segundo set começámos a crescer, os adversários ficaram mais nervosos, cometeram alguns erros e conseguimos aproveitar. Estamos muito felizes”, afirmou.
O vento foi apontado como um dos principais desafios da partida.
“No primeiro set tivemos algumas dificuldades com o vento, especialmente o meu parceiro. Precisámos de resistir, manter o foco e, no segundo e terceiro sets, conseguimos melhorar o serviço e manter o nosso nível”, explicou.
Para a dupla campeã, a chave da vitória esteve na união e na capacidade de adaptação durante o jogo.
“A chave foi jogar juntos, aproveitar o jogo e trabalhar muito. Os nossos adversários tinham um serviço muito forte, pressionaram bastante a nossa recepção, mas continuámos a lutar, a mudar as estratégias e a procurar soluções”, destacou.
Esta foi a primeira participação da dupla neerlandesa em São Vicente, uma experiência que consideraram marcante.
“Foi a nossa primeira vez aqui. Chegar no domingo e sentir o clima, a energia e a diferença em relação a casa foi incrível. Depois de nos adaptarmos, não queremos ir embora”, disse a dupla, elogiando também o apoio dos adeptos.
No torneio feminino, o pódio ficou totalmente internacional, com a segunda posição conquistada por outra dupla dos Países Baixos e o terceiro lugar entregue a uma dupla de Espanha.
No masculino, a prata ficou também para uma dupla neerlandesa, enquanto a Alemanha garantiu a medalha de bronze.
NN