São Vicente recebe 17 nacionalidades na etapa do Circuito Mundial de Voleibol de Praia e ambiciona subir ao nível Challenger

24/07/2026 10:39 - Modificado em 24/07/2026 10:39

O objetivo é cumprir um ciclo de dois anos de organização para, em 2027, candidatar-se à categoria Challenger, um patamar superior do circuito mundial.

Volleyball World Beach Pro Tour Futures – Laginha 2026

A praia da Laginha, em São Vicente, volta a ser palco do Volleyball World Beach Pro Tour Futures – Laginha, que regressa para a sua segunda edição, reunindo atletas de 17 nacionalidades, num evnto que segundo a Federação Cabo-verdiana de Voleibol (FCV) representa mais um passo na estratégia para elevar o estatuto da competição.

O presidente da FCV, António Rodrigues, explicou que este percurso permitirá atrair maior envolvimento da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), patrocinadores internacionais e reforçar a credibilidade do evento. “Temos de passar por esta experiência de dois anos para, no terceiro, atingirmos outro nível, com mais apoio internacional, mais patrocinadores e maior credibilidade”, afirmou.

Apesar do sucesso organizativo da edição anterior, António Rodrigues reconhece que os constrangimentos nos transportes aéreos continuam a ser a maior dificuldade para a realização da prova.

Segundo o dirigente, várias duplas enfrentaram problemas para chegar a São Vicente. Algumas equipas acabaram por desistir da participação devido à falta de ligações aéreas, incluindo os campeões africanos da Gâmbia. Outras delegações, como as da Inglaterra e da Áustria, conseguiram viajar apenas à última hora, através de voos alternativos via ilha do Sal.

Ainda assim, o presidente da FCV garante que Cabo Verde reúne todas as condições para acolher competições internacionais.

“Temos capacidade organizativa, uma ilha fantástica e uma população extremamente acolhedora. Queremos mostrar aos atletas que São Vicente tem todas as condições para receber grandes eventos internacionais”, destacou.

Além das dificuldades de transporte, o elevado custo das viagens durante o verão também condiciona a presença de algumas equipas internacionais. António Rodrigues refere ainda que a realização de outras competições internacionais, em datas próximas, também influencia a decisão de várias duplas.

Mesmo assim, a organização conseguiu assegurar uma participação semelhante à inicialmente prevista.

Cabo Verde está representado por oito duplas, quatro masculinas e quatro femininas, apuradas através do Campeonato Nacional disputado na praia da Laginha.

Entre as principais apostas estão Ludmila e Janice, vencedoras da competição da Zona 2 africana, bem como outras duplas nacionais que já participaram em provas continentais.

A seleção cabo-verdiana sofreu, contudo, um contratempo de última hora com a lesão de um dos principais atletas masculinos, Admilson, que sofreu uma entorse durante um treino. A equipa médica acredita, porém, que o jogador poderá recuperar a tempo da competição.

Para António Rodrigues, o impacto do torneio vai muito além da vertente desportiva. O dirigente considera que a realização de eventos internacionais representa uma oportunidade para dinamizar a economia local, beneficiando hotéis, restaurantes, comércio e restantes operadores turísticos.

“Quem ganha é a ilha, quem ganha é o país. Ganha o turismo, os hotéis, o comércio e toda a população. Quanto maior for a duração destes eventos, maior será o impacto económico para São Vicente”, sublinhou.

Embora reconheça que será difícil lutar pelos primeiros lugares perante algumas das melhores duplas do circuito mundial, António Rodrigues considera que o maior triunfo para Cabo Verde passa pelo desenvolvimento da modalidade.

A realização do torneio permitirá aos jovens atletas assistir a jogos de alto nível, além de deixar no país equipamentos oficiais, como bolas, redes e material técnico, contribuindo para melhorar as condições de treino.

“O importante é que os nossos jovens possam ver voleibol de praia do mais alto nível e que o país fique com melhores condições para desenvolver a modalidade. Os grandes eventos constroem-se passo a passo. O segundo ano será melhor do que o primeiro, o terceiro melhor do que o segundo. É assim que se cria uma grande competição”, concluiu.

Noticias do Norte

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2026: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.