
O Governo pretende implementar uma Nova Agenda Económica assente no crescimento inclusivo, na inovação e no reforço do sector privado, com o objetivo de transformar a economia cabo-verdiana entre 2026 e 2031. A estratégia integra medidas para reduzir o endividamento, atrair investimento nacional e estrangeiro, modernizar sectores estratégicos e acelerar a transição digital do país.
De acordo com o Programa do Governo, a nova visão económica pretende criar uma economia “forte, competitiva, inovadora e inclusiva”, capaz de gerar emprego digno, reduzir as desigualdades e aumentar o bem-estar das famílias cabo-verdianas.
Entre as prioridades definidas está a promoção de um crescimento económico sustentado, a revitalização da estrutura produtiva nacional e o aumento da competitividade das exportações. O Executivo pretende ainda reforçar a sustentabilidade das finanças públicas, incentivar a poupança nacional e criar melhores condições para o investimento privado, incluindo o proveniente da diáspora.
A estratégia passa também pela aposta em sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento do país, como o turismo, a agricultura, a economia azul, a cultura, as energias renováveis e a reindustrialização sustentável. O Governo prevê igualmente a criação de Zonas Económicas Especiais para captar investimentos e de um Banco de Investimento Agro-Azul destinado a financiar projetos ligados à agricultura, pescas e economia azul.
Outro dos pilares da agenda económica será a inovação e a transformação digital. O Governo pretende reforçar o Plano de Ação para a Transição Digital, apoiar o investimento em investigação e desenvolvimento, criar incentivos fiscais para empresas inovadoras e acelerar a digitalização da economia e da Administração Pública.
No domínio empresarial, o Executivo quer lançar um novo ciclo da Estratégia Nacional de Empreendedorismo com a meta de duplicar o número de startups, aumentar o seu peso no Produto Interno Bruto (PIB), criar mais postos de trabalho e captar mais investimento. Está igualmente prevista a simplificação administrativa para facilitar a formalização das micro e pequenas empresas, que representam mais de 97% do tecido empresarial cabo-verdiano.
A agenda inclui ainda medidas para apoiar a digitalização das pequenas e médias empresas, reforçar a cibersegurança, desenvolver programas de residência digital para atrair talento internacional e promover o comércio eletrónico como ferramenta de internacionalização das empresas nacionais.
Na área fiscal, o Governo anuncia a intenção de rever o sistema tributário nacional, criando um modelo mais competitivo e alinhado com as melhores práticas internacionais. O objetivo é tornar o sistema fiscal mais favorável ao investimento, ao empreendedorismo e à diversificação económica, ao mesmo tempo que reforça a eficiência da administração tributária através da utilização intensiva de tecnologias digitais.
Com esta Nova Agenda Económica, o Governo afirma querer criar um ambiente de negócios mais competitivo, previsível e transparente, capaz de impulsionar o crescimento económico e posicionar Cabo Verde como uma economia moderna, inovadora e preparada para responder aos desafios da transformação global.