Suspeito da morte de Rute Leite fica em prisão preventiva. A rapidez da investigação contrasta com a sucessão de crimes violentos na ilha.

O Sal voltou a fazer manchetes pelas piores razões.
Menos de 24 horas depois de Rute Leite, de 33 anos, ter sido encontrada morta no interior de uma roulote, à entrada da vila turística da Murdeira, a Polícia Judiciária identificou, localizou e deteve o presumível autor do homicídio.
O homem, de 31 anos, foi presente ao Tribunal da Comarca do Sal, que lhe aplicou a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
A rapidez da resposta policial merece registo. Segundo a Polícia Judiciária, as primeiras diligências permitiram concluir que o corpo apresentava lesões compatíveis com um crime de homicídio, desencadeando de imediato uma investigação que, com o apoio da Polícia Nacional e do Ministério Público, conduziu à detenção do suspeito ainda durante a madrugada.
Num país onde muitos processos criminais se arrastam durante meses ou anos, esta investigação mostrou que, quando existem meios, coordenação e prioridade, a resposta da Justiça pode ser rápida.
Mas há uma pergunta que continua a inquietar.
O Sal, principal destino turístico de Cabo Verde e motor da economia nacional, volta a surgir associado a um crime violento. Nos últimos meses, a ilha tem sido repetidamente notícia por homicídios, agressões sexuais e outros crimes graves, alimentando uma preocupação crescente entre a população.
A prisão preventiva responde à necessidade de proteger a investigação e garantir a presença do arguido em tribunal.
O desafio maior, porém, continua a ser outro.
Evitar que o Sal continue a entrar nas notícias pelas mesmas razões que nenhum destino turístico deseja ver repetidas.
NN