
A ilha de São Vicente acolhe esta semana a fase final da aplicação dos testes do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), uma iniciativa que está a envolver cerca de 2.260 estudantes do 9.º e 10.º anos das 44 escolas secundárias de Cabo Verde.
Os testes começaram no dia 20 e decorrem até 30 de maio. Segundo a directora do Serviço de Gestão Pedagógica, Avaliação e Inclusão Educativa, Maria Helena Andrade, o principal objectivo é avaliar as competências adquiridas pelos alunos e perceber como conseguem aplicar os conhecimentos em situações da vida real.
A responsável esclareceu que o teste não tem qualquer impacto nas notas escolares e que os alunos não precisam de estudar especificamente para a prova.
“Não é um teste para avaliação do aluno, não conta para nota e é totalmente confidencial. O que se pretende avaliar são as competências e a capacidade de aplicar aquilo que aprenderam ao longo do percurso escolar em contextos reais”, explicou.
De acordo com Maria Helena Andrade, os resultados servirão para analisar a qualidade do sistema educativo cabo-verdiano e ajudar as escolas a melhorar as suas práticas pedagógicas.
“O objectivo é identificar os pontos fortes e os aspectos que precisam de melhorias. A partir dos resultados teremos orientações e recomendações para aperfeiçoar as estratégias pedagógicas, o ambiente de aprendizagem e o funcionamento das escolas”, afirmou Andrade.
Cada estabelecimento de ensino receberá posteriormente um relatório individual, permitindo conhecer melhor a sua realidade e identificar áreas que necessitam de maior atenção.
A responsável destacou ainda que a educação exige actualização constante e que os resultados do PISA poderão contribuir para a adopção de novas metodologias de ensino.
“A educação é dinâmica e precisamos acompanhar a evolução. Estes testes ajudam-nos a melhorar as estratégias e a garantir mais qualidade no sistema educativo”, sublinhou.
Além da prova principal, o PISA inclui também um questionário de contexto, através do qual são recolhidas informações sobre o ambiente familiar, social e económico dos alunos, factores considerados importantes para compreender melhor o desempenho escolar.
Os testes continuam a decorrer em várias ilhas, incluindo Fogo e Santo Antão, devendo encerrar em São Vicente na Escola Técnica do Mindelo.
Maria Helena Andrade aproveitou ainda para tranquilizar pais e encarregados de educação, reforçando que o teste não representa motivo de preocupação para os estudantes. “É apenas uma forma de perceber o que o aluno já aprendeu e como consegue utilizar esses conhecimentos na sua vida diária”, concluiu.
NN