
O navio Dona Tututa deverá descer da doca esta quarta-feira, 29 de abril, após a conclusão dos trabalhos de reparação da fissura detetada no casco, iniciando de seguida a fase de inspeções técnicas e testes de navegação, etapa essencial para o seu regresso ao serviço regular interilhas.
A intervenção ocorre depois de um processo que gerou vários constrangimentos na ligação marítima, sobretudo nas rotas onde a embarcação operava.
De longa docagem a nova intervenção
Recorde-se que o navio esteve em doca seca desde outubro de 2025 para cumprir a docagem obrigatória de classe e de bandeira, tendo permanecido cerca de 120 dias no estaleiro, acima do inicialmente previsto.
Após a conclusão desses trabalhos, o “Dona Tututa” desceu à água e iniciou as inspeções obrigatórias e testes de mar. Foi neste processo que surgiu o problema.
Fissura detetada após saída da doca
Durante as inspeções técnicas, foi identificada uma pequena fissura na chapa de fundo, localizada na zona das cavernas, que provocou entrada de água e obrigou o navio a regressar à doca para correção.
Informações técnicas indicam que a anomalia só se tornou visível depois de o navio voltar à água, uma vez que o esforço estrutural em doca pode provocar tensões no casco, situação considerada possível neste tipo de operações.
A reparação foi classificada como pontual e de curta duração, com previsão de poucos dias, tendo agora sido concluída.
Regresso à normalidade em preparação
Com a descida da doca prevista para amanhã, o navio entra novamente na fase de inspeções obrigatórias e testes de navegabilidade, necessários para garantir o cumprimento dos requisitos de segurança e certificação antes do transporte de passageiros.
Caso não sejam identificadas novas anomalias, o “Dona Tututa” deverá retomar a operação em breve, colocando fim aos constrangimentos causados pela sua ausência prolongada no sistema de transporte marítimo nacional.
Fake news sobre “novos buracos” não correspondem à realidade
Entretanto, têm circulado nas redes sociais informações que apontam para a existência de “mais dois buracos” no navio.
Essas alegações não encontram suporte nos dados técnicos divulgados. As informações oficiais referem apenas uma única fissura, já identificada, corrigida e enquadrada como uma ocorrência localizada e resolvível no âmbito normal de manutenção naval.
Especialistas explicam que este tipo de dano não significa falha estrutural generalizada, nem coloca em causa a integridade do navio após a reparação e certificação.
Expectativa para retoma
A conclusão dos trabalhos e a nova descida à água marcam um passo decisivo para o regresso do “Dona Tututa” à operação, num momento em que o setor marítimo enfrenta pressão para garantir regularidade e fiabilidade nas ligações interilhas.
Se tudo decorrer dentro do previsto, o navio deverá voltar a navegar em breve, restabelecendo a normalidade no serviço e reduzindo o impacto sentido pelos passageiros.
Eduino Santos