
O Centro de Saúde de Chã de Alecrim está a reforçar a sua atuação junto das comunidades, com uma estratégia centrada na prevenção da doença e na promoção da saúde. A responsável pela estrutura, Carla Guiomar, sublinha que o objetivo passa por ir além das consultas tradicionais e aproximar os serviços de saúde das populações.
“O nosso papel fundamental é trabalhar na prevenção e na promoção da saúde. Não se trata apenas de um lema: queremos levar a saúde para fora das quatro paredes do centro”, afirma.
Neste sentido, o plano de atividades inclui a realização de feiras de saúde nas diferentes comunidades, com o propósito de sensibilizar a população para a importância da prevenção e disponibilizar ferramentas que permitam aos cidadãos cuidar melhor da sua própria saúde.
Para concretizar estas iniciativas, diz que o centro conta com parcerias estratégicas, nomeadamente com a VerdeFam e a Associação dos Diabéticos de São Vicente, entre outras entidades. Em conjunto, promovem um conjunto diversificado de ações, desde rastreios de hipertensão arterial e diabetes — doenças silenciosas que muitas vezes passam despercebidas — até à sensibilização para a adoção de estilos de vida saudáveis.
“A deteção precoce é essencial. Muitas pessoas têm fatores de risco ou predisposição hereditária e não sabem. Por isso, é fundamental realizar rastreios periódicos e conhecer o seu estado de saúde”, destaca Carla Guiomar.
As iniciativas incluem ainda campanhas de vacinação contra a gripe, com o objetivo de prevenir formas mais graves da doença, bem como rastreios de infeções sexualmente transmissíveis, como sífilis e hepatite B. Segundo a responsável, o diagnóstico precoce destas patologias reduz significativamente o risco de complicações.
Durante as ações comunitárias, são abordados temas como as doenças sexualmente transmissíveis e as doenças transmitidas por vetores, com especial enfoque na prevenção de infeções como o paludismo e a dengue. A população é sensibilizada para a importância de medidas simples, como o controlo de mosquitos e a eliminação de focos de risco.
Além disso, estas atividades permitem identificar áreas vulneráveis nas comunidades, facilitando uma intervenção mais eficaz e direcionada.
Para Carla Guiomar, a mudança de paradigma nos cuidados de saúde primários é essencial. “Não podemos estar apenas focados no tratamento da doença. É preciso evitá-la. As doenças crónicas têm um grande impacto socioeconómico nas famílias e na comunidade. Por isso, a prevenção deve ser uma prioridade”, defende.
NN