
O Monumento à Democracia e Liberdade simboliza a importância de preservar a memória das conquistas democráticas e de não esquecer os períodos em que Cabo Verde viveu sem liberdade. A afirmação foi feita pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante a inauguração da obra, realizada no âmbito das comemorações dos 35 anos da democracia cabo-verdiana, 13 de janeiro.
Avaliado em cerca de 150 milhões de escudos, o monumento foi apresentado numa cerimónia solene, na qual o chefe do Governo destacou o papel dos símbolos públicos na construção da memória coletiva. Segundo afirmou, os monumentos servem para eternizar conquistas, lutas e recordar fases da história em que o país não viveu em democracia nem em liberdade.
Para Ulisses Correia e Silva, a concretização física dessas conquistas ajuda a dar visibilidade ao seu valor histórico e permite que as novas gerações compreendam melhor a transição de Cabo Verde de um regime de partido único, com bases autocráticas, para um sistema democrático.
O primeiro-ministro sublinhou ainda que a democracia cabo-verdiana é um património comum, construído com o contributo de diferentes forças políticas e também de cidadãos sem filiação partidária. Nesse sentido, frisou que o processo democrático pertence a todos os cabo-verdianos.
Na ocasião, reforçou que o monumento não tem conotação partidária, mas representa a unidade nacional, destacando que a única cor que importa é a da bandeira de Cabo Verde, enquanto símbolo da nação e da liberdade conquistada.
Localizado na rotunda de Achada Grande Frente, na cidade da Praia, o Monumento da Liberdade e Democracia apresenta uma escultura de traços contemporâneos, com estruturas metálicas ondulantes e elementos iluminados. A obra foi concebida para evocar a bandeira nacional e simbolizar a união das ilhas, a liberdade e os valores fundamentais da democracia cabo-verdiana.