São Vicente reabilita mais de 100 casas e tenta responder a mais de 500 pedidos

12/01/2026 20:47 - Modificado em 12/01/2026 20:49

Mais de 100 habitações já foram recuperadas em São Vicente e outras cerca de 200 encontram-se em fase de reconstrução, no âmbito do programa habitacional “Isdobe compo bo Casa”, promovido pela Câmara Municipal de São Vicente. As intervenções foram intensificadas após os graves danos provocados pela tempestade Erin, que atingiu a ilha no dia 11 de agosto e expôs as dificuldades de habitabilidade vividas por muitas famílias.

Grande parte das casas afetadas apresenta problemas estruturais, sobretudo ao nível dos tetos, situação que se agravou com a forte intempérie.

Segundo dados da Câmara Municipal de São Vicente, confirmados através de informações recolhidas no terreno, mais de 100 casas já beneficiaram de obras de recuperação e, neste momento, mais de 200 habitações estão a receber intervenções de melhoria. As obras são financiadas pela autarquia e executadas por empresas locais.

Além da Câmara Municipal, o Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social é outro dos parceiros envolvidos no processo. De acordo com a edilidade, o ministério está a financiar a reabilitação de cerca de 100 habitações, cujas obras já se encontram em curso. “Temos duas frentes de intervenção a responder aos vários pedidos de reabilitação”, explicou o vereador do Pelouro de Ação Social.

Apesar dos avanços, os desafios continuam a ser grandes. Os pedidos de apoio ultrapassam os 500, número que aumentou significativamente após a tempestade Erin. Muitas das casas já apresentavam problemas estruturais antes do fenómeno climático, mas acabaram por ficar ainda mais fragilizadas.

A seleção das habitações a intervir obedece a critérios definidos no programa. As casas passam por uma visita técnica, onde é avaliado o grau de risco. Nos casos considerados perigosos, a intervenção é imediata. Outras situações podem aguardar algum tempo, sendo devidamente sinalizadas. A autarquia esclarece que a intervenção não depende exclusivamente do cadastro social, embora os beneficiários sejam posteriormente encaminhados para os serviços sociais.

Cinco meses depois da tempestade, os efeitos ainda são visíveis, sobretudo nas chamadas casas de tambor, construídas em encostas e linhas de água. Para minimizar a situação, a Câmara aponta para 366 habitações em fase de conclusão. No âmbito de um projeto em parceria com o Governo, está ainda prevista a construção ou reabilitação de mais de 236 habitações na zona da Ribeira de Júlia.

Somam-se a estas mais de 130 habitações promovidas pela Câmara que se encontram na fase final. Ainda assim, segundo a autarquia, o número de intervenções continua a ser insuficiente para dar resposta a todas as situações, especialmente no que diz respeito às construções mais precárias existentes na ilha.

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