Guterres expressa “profunda preocupação” com a “escalada de tensão” na Venezuela

3/01/2026 23:57 - Modificado em 3/01/2026 23:57
Chalinee Thirasupa / POOL/EPA

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou hoje a sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA, poderá ter “implicações preocupantes” para a região.

Guterres sublinhou, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que os recentes acontecimentos constituem “um precedente perigoso” para a ordem internacional e insistiu na necessidade de “pleno respeito, por parte de todos”, do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas.

“O secretário-geral está profundamente preocupado com o facto de as normas do direito internacional não terem sido respeitadas”, afirmou o porta-voz, sem entrar em detalhes sobre o alcance ou as circunstâncias da ação militar dos Estados Unidos, nem sobre possíveis responsabilidades concretas.

Guterres reiterou o seu apelo a todas as partes envolvidas no país para que apostem numa saída “política e pacífica”.

“O secretário-geral exorta todos os atores na Venezuela a comprometerem-se num diálogo inclusivo, com pleno respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de direito”, referiu Dujarric.

Fontes diplomáticas consultadas pela EFE indicaram que a ONU acompanha de perto a evolução dos acontecimentos e que o Conselho de Segurança irá reunir de urgência durante a tarde de hoje para analisar a situação.

Há anos, a organização defende uma solução negociada para a crise venezuelana, apoiando iniciativas de mediação e diálogo entre o governo e a oposição, e exigindo repetidamente o respeito pelas liberdades fundamentais e pelos mecanismos democráticos.

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram hoje “com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela” e disse ter capturado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua mulher.

Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país e garantiu que Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, estão detidos no navio anfíbio USS Iwo Jima e a caminho de Nova Iorque para serem julgados por tráfico de droga.

Lusa/fim

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