
A zona de Chã de Alecrim, na ilha de São Vicente, foi abalada no final da tarde desta terça-feira pela descoberta de um alegado triplo homicídio que vitimou três cidadãos de nacionalidade alemã, pertencentes à mesma família. As autoridades apontam o filho do casal como principal suspeito do crime.
As informações foram confirmadas em primeira mão à Inforpress pela Polícia Judiciária (PJ), que esclareceu que o caso está a ser investigado pelo Departamento de Investigação Criminal do Mindelo (DICM). Segundo a PJ, os corpos foram encontrados no interior de uma residência localizada naquela zona residencial, ao final do dia.
De acordo com os dados apurados até ao momento, as vítimas são um homem de 60 anos e duas mulheres, com idades de 45 e 20 anos, identificadas como a esposa e a enteada do referido cidadão. Os corpos apresentavam indícios claros de morte provocada por arma branca, o que reforça a tese de homicídio.
As primeiras diligências da investigação indicam que o crime terá ocorrido na madrugada desta terça-feira, embora os corpos só tenham sido localizados horas mais tarde. A Polícia Judiciária prossegue com o trabalho de perícia no local e com a recolha de outros elementos que permitam reconstruir com precisão as circunstâncias do ocorrido.
A investigação científica permitiu ainda apurar que a família era composta por quatro pessoas: o homem de 60 anos, a esposa, a enteada e o filho. Todos teriam entrado recentemente em Cabo Verde, no início do mês de dezembro, com o objetivo de passar férias na ilha de São Vicente.
Segundo informações avançadas pelas autoridades, o principal suspeito do triplo homicídio é o filho do homem de 60 anos, que também se encontrava no país na companhia da família. A Polícia Judiciária refere que o suspeito terá histórico de perturbações psicológicas.
Ainda de acordo com a PJ, há indícios de que o suspeito terá saído do país ainda nesta terça-feira, antes da descoberta dos corpos e da comunicação formal do caso às autoridades. As autoridades não avançam, para já, detalhes sobre o destino ou os meios usados na saída do território nacional.
Face à gravidade do caso e ao impacto causado na comunidade, a Polícia Judiciária apelou à tranquilidade da população, assegurando que o suspeito está devidamente identificado e que o processo de investigação continua em curso, em articulação com outras entidades nacionais e internacionais.
A PJ sublinha que todas as diligências necessárias estão a ser realizadas com vista ao completo esclarecimento dos factos, à responsabilização criminal do suspeito e ao apuramento de eventuais responsabilidades adicionais.
O caso, que envolve vítimas estrangeiras e circunstâncias particularmente sensíveis, está a ser tratado com prioridade pelas autoridades, mantendo-se o compromisso de informar o público à medida que novos dados oficiais forem confirmados.