São Vicente: Governo vai investir 70 mil contos na requalificação de Salamansa com obras a durar seis meses – Ministro

12/12/2025 11:32 - Modificado em 12/12/2025 11:32

O ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, anunciou hoje que as obras de requalificação da zona piscatória de Salamansa, em São Vicente, representam um investimento de cerca de 70 mil contos e terão um prazo de execução de seis meses. A declaração foi feita à imprensa após o acto de lançamento oficial do projecto, desenvolvido em parceria entre o Governo e a Câmara Municipal de São Vicente.

Segundo o governante, Salamansa foi identificada como uma das localidades prioritárias para intervenções de requalificação urbana, com o objectivo de melhorar as condições de vida da população e transformar a zona num polo de interesse turístico da ilha.

“Serão calcetadas várias ruas e haverá todo um trabalho estrutural para evitar que episódios como os estragos provocados pelas últimas chuvas se repitam”, afirmou Sá Nogueira, sublinhando que esta intervenção é apenas a primeira etapa de um conjunto de investimentos que o Governo pretende continuar a fazer na localidade.

As obras ficarão a cargo da empresa Armando Cunha e deverão estar concluídas dentro de seis meses.

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, explicou que o projecto de requalificação começou a ser pensado antes da passagem da tempestade Erin, tendo a autarquia concorrido ao financiamento há cerca de dois anos. Contudo, garantiu que, após os estragos registados, outros projectos serão agregados para “melhorar consideravelmente” o aspecto de Salamansa.

O autarca adiantou que, além das intervenções estruturais, serão integrados projectos de ligação à rede de água e esgoto, considerados fundamentais para elevar a qualidade de vida da população e tornar a zona mais atractiva enquanto destino turístico.

“O esgoto é uma necessidade básica e essencial para a saúde da população. A câmara pode assumir esse projecto nos seus planos, mas é crucial que seja priorizado antes de novas requalificações”, afirmou Augusto Neves, reforçando a urgência em resolver o problema, numa altura em que a autarquia continua a desobstruir tambores, depósitos e fossas.

Quanto à rede de água, o presidente da câmara revelou que já existem estudos e propostas em colaboração com privados e com o conhecimento da Electra, garantindo que irão insistir para que esses projectos saiam finalmente do papel.

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