EasyJet atinge 210 mil passageiros em menos de três meses e prepara expansão em Cabo Verde

7/12/2025 21:40 - Modificado em 7/12/2025 21:40

A operação da EasyJet em Cabo Verde está a superar expectativas. Em menos de três meses, a transportadora low cost já movimentou cerca de 210 mil passageiros, num arranque que a companhia classifica como “muito acima do previsto” e com taxas de ocupação superiores a 90%. A aposta no destino cabo-verdiano, que a empresa negociou durante mais de uma década até obter luz verde do Governo, mostra-se agora um sucesso consolidado.

Atualmente, a EasyJet voa para Cabo Verde a partir do Reino Unido, Portugal e Itália, mas não afasta a possibilidade de abrir rotas a partir de outros países. A transportadora destaca a diversidade dos passageiros transportados: membros da diáspora, turistas que procuram escapadelas curtas, viajantes de negócios e visitantes atraídos pela crescente popularidade do arquipélago.

Confiante no potencial do mercado, a companhia britânica avança com planos de expansão já para 2026. A partir de maio, prevê aumentar a frequência de voos do Porto para a Ilha do Sal, passando a operar dois voos diários e totalizando seis ligações semanais para o aeroporto Amílcar Cabral, além de três voos semanais para a Boa Vista. Para acomodar o crescimento, a empresa já solicitou o aumento da capacidade do aeroporto da cidade do Porto.

A EasyJet reforça que vê Cabo Verde como um destino estratégico de longo prazo, mas alerta para riscos que podem travar o crescimento, sobretudo eventuais aumentos de custos operacionais. A companhia manifesta preocupação com notícias sobre possíveis subidas das taxas aeroportuárias acima da inflação e comenta também a criação da taxa de carbono prevista para 2026.

Segundo a empresa, a sustentabilidade é uma prioridade — todos os voos para Cabo Verde são operados com aeronaves Neo, mais silenciosas e eficientes. Por isso, defende que as receitas da futura taxa de carbono sejam integralmente reinvestidas no setor da aviação, de forma a apoiar a transição para operações menos poluentes. A EasyJet apela ainda para que o governo transforme a taxa em incentivos para companhias que investem em aviões mais sustentáveis.

Entre outras preocupações, a transportadora pede melhorias na iluminação das pistas dos aeroportos internacionais Cesária Évora e Aristides Pereira, tendo em conta o aumento previsto do número de voos. Defende também maior diversificação do produto turístico cabo-verdiano e reforço na formação dos profissionais do setor, sublinhando que o crescimento sustentável do turismo será benéfico para toda a economia nacional.

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