
O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, anunciou que o Governo vai disponibilizar, até ao final deste mês de outubro, 50% da verba destinada ao Carnaval de 2026. A medida, segundo o governante, representa um reforço de cerca de 20% em relação ao montante atribuído no ano anterior.
A garantia foi dada esta quarta-feira, 15, durante uma conferência de imprensa sobre a avaliação preliminar da candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal à Lista do Património Mundial da UNESCO.
“Vamos apostar, pela primeira vez, em disponibilizar aos grupos de Carnaval a verba relativa ao Carnaval de 2026 até ao final deste mês de outubro. O Governo vai assegurar a sua parte do financiamento”, assegurou Augusto Veiga.
O ministro adiantou ainda que o Executivo está a trabalhar para que as ilhas de São Vicente, São Nicolau, Sal e a cidade da Praia tenham um Carnaval “mais organizado e mais forte”, reforçando a importância do evento como manifestação cultural e motor económico.
Relativamente à ilha de São Vicente, Augusto Veiga garantiu que a realização do Carnaval do Mindelo “não está em causa”, sublinhando que se trata de uma tradição profundamente enraizada no povo.
“Entendemos que o Carnaval não tem a mesma dinâmica e impacto sem a presença dos quatro grupos que se declararam indisponíveis, mas ainda acreditamos que é possível fazer alguma coisa”, afirmou o ministro.
Segundo Veiga, o Governo está em diálogo com os grupos, com a Liga Independente dos Grupos Oficiais de Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV) e com a Câmara Municipal, no sentido de encontrar soluções para garantir a realização da festa.
“Vamos disponibilizar a verba aos grupos que manifestarem interesse em participar. Caso contrário, trabalharemos com quem quiser fazê-lo, porque o Carnaval de São Vicente está acima de todos os grupos”, sublinhou.
O ministro reforçou que o Carnaval “é do povo e da população” e destacou a sua relevância para a economia e a promoção turística da ilha.
“A dimensão financeira e económica do Carnaval é muito importante para a recuperação da ilha e para a afirmação de São Vicente como destino turístico e cultural. Tudo faremos para garantir um bom Carnaval, com ou sem a presença desses quatro grupos”, concluiu.