
Cabo Verde viu, esta quarta-feira, escapar-se por entre os dedos a possibilidade de garantir, de forma inédita, o apuramento para um Campeonato do Mundo de futebol. Num jogo eletrizante em Trípoli, a seleção nacional empatou 3-3 com a Líbia, depois de ter estado a perder por 3-1, mas o encontro ficou marcado por um erro grosseiro da equipa de arbitragem que impediu o triunfo cabo-verdiano no último lance do jogo.
Os “Tubarões Azuis” protagonizaram uma reação notável na segunda parte. O momento mais insólito da partida aconteceu aos 72 minutos, quando o defesa libiano Murad Al Wuheeshi, recém-entrado em campo, protagonizou um verdadeiro “auto-presente” para Cabo Verde. O jogador tentou um passe longo para o ataque, mas a bola seguiu em direção à própria baliza e, numa falha clamorosa do guarda-redes, passou por entre as pernas e entrou. O lance valeu o 3-2 e reacendeu as esperanças cabo-verdianas.
Pouco depois, Cabo Verde chegaria ao empate por 3-3, lançando-se com tudo à procura do golo que carimbasse o passaporte para o Mundial. E esse momento parecia ter chegado ao minuto 90’+7. Numa jogada de contra-ataque fulminante, a seleção criou uma situação de quatro contra um e marcou o 4-3 que faria história. No entanto, o árbitro assistente levantou a bandeira, assinalando um fora de jogo inexistente — como as imagens da transmissão televisiva rapidamente demonstraram.
O erro anulou o golo e, com ele, o sonho de um apuramento já nesta jornada. A frustração tomou conta dos jogadores e adeptos, que não pouparam críticas à atuação da equipa de arbitragem.
Apesar do empate amargo, Cabo Verde mantém-se bem posicionado e continua dependente apenas de si para garantir o acesso direto ao Mundial de 2026. A decisão fica adiada para a próxima jornada, onde os “Tubarões Azuis” terão nova oportunidade para escrever a página mais brilhante da sua história no futebol mundial.