Ulisses Correia e Silva anuncia 500 bolsas e novas residências universitárias na abertura do ano letivo da UTA

2/10/2025 09:36 - Modificado em 2/10/2025 09:38

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, presidiu esta quarta-feira, em São Vicente, à abertura oficial do ano letivo 2025/2026 da Universidade Técnica do Atlântico (UTA). O chefe do Governo proferiu ainda uma Aula Magna subordinada ao tema “A Inteligência Artificial e o Mundo Universitário”, onde destacou medidas de apoio ao ensino superior e reafirmou a vocação marítima do país.

Na sua intervenção, Correia e Silva voltou a sublinhar o compromisso do Governo em concretizar o projeto “Campos do Mar”, que irá integrar a UTA, o Instituto do Mar (IMAR) e a Escola do Mar (EMAR) num mesmo espaço.
“Somos muito mais mar do que terra, 99%. Cabo Verde tem uma vocação marítima natural e um potencial enorme na economia azul. Precisamos transformar esse capital em desenvolvimento, mas isso só é possível com o investimento no capital humano”, afirmou.

Bolsas de estudo e regularização de dívidas

O Primeiro-Ministro anunciou a atribuição de 500 bolsas de estudo para o ano letivo 2025/2026, destinadas a estudantes de instituições de ensino superior em Cabo Verde. O objetivo é aumentar a percentagem de jovens com formação universitária, atualmente em torno dos 23%.
“As bolsas são fundamentais para democratizar o acesso ao ensino superior. A exigência tem que existir na entrada, mas as condições financeiras não podem ser uma barreira intransponível”, frisou.

Paralelamente, o Governo reforçou o programa extraordinário de regularização de dívidas de propinas, beneficiando igualmente 500 estudantes. A medida pretende resolver situações acumuladas desde 2020, período em que a pandemia reduziu os rendimentos de muitas famílias.

Residências universitárias e mobilidade estudantil

Outro ponto central foi o anúncio do aumento da oferta de residências universitárias. Segundo o Primeiro-Ministro, já estão disponíveis habitações na Ribeira Julião, em São Vicente, e na zona da Cidadela, na Praia.
“A habitação é um dos custos mais elevados para os estudantes deslocados. Queremos reduzir esse encargo e garantir que o acesso ao ensino superior não dependa do local de origem do estudante”, explicou.

Qualificação, estágios e empreendedorismo

Correia e Silva destacou ainda a importância da reconversão profissional e de competências adicionais, como línguas e tecnologias digitais, para responder às exigências do mercado de trabalho.
O Governo promete reforçar estágios profissionais como “porta de entrada no emprego” e apoiar jovens que optem pelo empreendedorismo, através de programas de financiamento e assistência técnica para startups e pequenos negócios.

NN

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