UCID: “50 anos de independência e um balanço amargo da governação de maiorias”

30/09/2025 14:23 - Modificado em 30/09/2025 14:23
João Santos Luís – Presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID)

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) defende que os 50 anos de independência nacional devem ser mais do que uma celebração: devem ser um momento de “reflexão séria, honesta e profunda” sobre o percurso do país.

Sob o lema “50 Anos de Independência – Um Balanço Amargo da Governação de Maiorias”, o presidente da UCID, João Santos Luís, considera que Cabo Verde perdeu oportunidades ao longo de meio século de governação alternada entre dois partidos com maiorias absolutas.

“Com tanto tempo, estabilidade política, apoio internacional e a confiança do povo, o resultado ficou muito aquém das promessas. O país continua dependente, desigual e com jovens sem perspetivas, forçados a emigrar”, afirmou.

Críticas à governação

No balanço, a UCID aponta falhas graves em setores-chave como:

  • Educação: ainda distante das necessidades do mercado de trabalho.
  • Saúde: sistema debilitado, com carência de equipamentos e profissionais.
  • Segurança: comunidades vivem em clima de medo crescente.
  • Economia: dependência das importações e ausência de políticas produtivas.
  • Desigualdade regional: ilhas com potencialidades por explorar e sem tratamento equilibrado.

A crítica estende-se também à gestão de recursos. Para a UCID, sucessivos governos deram prioridade a “projetos de imagem”, enquanto persistem carências básicas como medicamentos, água potável, energia e emprego digno.

Proposta de “Novo Rumo”

Para inverter este ciclo, a UCID defende a necessidade de equilíbrio político e de uma nova forma de fazer política, “com coragem, verdade e foco nos cidadãos”. Entre as propostas apresentadas estão:

  • Um Estado reformado e eficiente, menos burocrático.
  • Políticas públicas construídas a partir das reais necessidades da população.
  • Governação com responsabilidade, transparência e escuta ativa.
  • Uma economia produtiva que permita ao país gerar os seus próprios recursos.

Apelo à mudança

Para João Santos Luís, chegou o momento de decidir:

“Queremos mais 50 anos assim? Ou é tempo de mudar com responsabilidade?”

A UCID afirma estar pronta para assumir esse novo caminho, apostando numa liderança que traga “equilíbrio, transparência e coragem política” a Cabo Verde.

NN

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