
A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) defende que os 50 anos de independência nacional devem ser mais do que uma celebração: devem ser um momento de “reflexão séria, honesta e profunda” sobre o percurso do país.
Sob o lema “50 Anos de Independência – Um Balanço Amargo da Governação de Maiorias”, o presidente da UCID, João Santos Luís, considera que Cabo Verde perdeu oportunidades ao longo de meio século de governação alternada entre dois partidos com maiorias absolutas.
“Com tanto tempo, estabilidade política, apoio internacional e a confiança do povo, o resultado ficou muito aquém das promessas. O país continua dependente, desigual e com jovens sem perspetivas, forçados a emigrar”, afirmou.
No balanço, a UCID aponta falhas graves em setores-chave como:
A crítica estende-se também à gestão de recursos. Para a UCID, sucessivos governos deram prioridade a “projetos de imagem”, enquanto persistem carências básicas como medicamentos, água potável, energia e emprego digno.
Para inverter este ciclo, a UCID defende a necessidade de equilíbrio político e de uma nova forma de fazer política, “com coragem, verdade e foco nos cidadãos”. Entre as propostas apresentadas estão:
Para João Santos Luís, chegou o momento de decidir:
“Queremos mais 50 anos assim? Ou é tempo de mudar com responsabilidade?”
A UCID afirma estar pronta para assumir esse novo caminho, apostando numa liderança que traga “equilíbrio, transparência e coragem política” a Cabo Verde.
NN