
A Câmara Municipal de São Vicente garante estar a trabalhar diariamente para mitigar os estragos causados pelas chuvas intensas que atingiram a ilha, provocando erosão, arrastamento de terras, inundações e problemas de saneamento.
O vereador José Carlos responsável pela área destacou os esforços em curso, admitindo os desafios e apontando prazos para a recuperação da cidade.
Segundo o vereador, a intensidade da chuva provocou erosão hídrica e grande acumulação de lama em várias zonas da cidade, exigindo intervenções urgentes. “A Câmara tem estado empenhada na remoção de terras. Felizmente, a rede de esgoto não sofreu grandes danos e já se encontra estabilizada. A maior preocupação neste momento são as águas estagnadas, que representam riscos para a saúde pública”, explicou.
Para dar resposta, a autarquia tem recorrido a camiões de limpeza de fossas e motobombas que ajudam a retirar as águas acumuladas em vários pontos críticos.
Em articulação com a Delegacia de Saúde, referiu que estão a ser implementadas medidas para evitar surtos de doenças transmitidas por mosquitos, especialmente nas zonas baixas como o bairro de Ilha de Madeira, Djid´Sal, onde o nível do solo coincide com o das marés, agravando o problema de estagnação.
Sobre os jardins Amílcar Cabral e Flores de Mindelo, o vereador assegurou que os trabalhos de proteção e requalificação estão em andamento. “No caso do Jardim Amilcar Cabral, a obra deverá arrancar no final de outubro. Já no Jardim Flores de Mindelo, o processo poderá estar concluído mais cedo, dado que exige menos intervenções”, apontou.
No que respeita ao mercado da Praça Estrela, a autarquia prevê reabrir o espaço já na próxima semana. “Estamos na fase final das obras, com pintura, melhorias nos sistemas de canalização e casas de banho. As vendedeiras regressarão em breve ao espaço, permitindo libertar as ruas circundantes da venda informal e devolver à cidade uma imagem mais organizada”, garantiu.
O vereador confirmou ainda problemas pontuais registados na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que chegou a transbordar devido a falhas nas estações de bombagem da baixa da cidade. Contudo, garantiu que a situação foi resolvida. “A água já está a ser encaminhada para os perímetros agrícolas de Ribeira de Vinha e Tchon da Holanda”, informou.
O município recebeu recentemente novos camiões e equipamentos, que estão a ser preparados e já começaram a ser utilizados. “Temos oito máquinas e 16 viaturas a operar em diferentes zonas, desde Fonte Mestre a Chã de Alecrim, num esforço conjunto para remover terras e lama. É um trabalho árduo, mas estamos empenhados a trabalhar de domingo a domingo”, disse.
Apesar do reforço, a Câmara admite que os meios continuam insuficientes perante a dimensão da calamidade. “Em apenas uma hora de chuva, a cidade pode ficar novamente cheia de lama. Pedimos a compreensão da população e também maior colaboração comunitária para evitar acumulação de lixo e entulho”, apelou.
Questionado sobre prazos para devolver a normalidade à cidade, o vereador preferiu não avançar datas concretas, mas garantiu que parte significativa da baixa da cidade já se encontra limpa. “É um processo contínuo. Não podemos dizer se será em um ou dois meses, mas prometemos continuar a trabalhar diariamente, das 8h às 18h, até devolver a normalidade a Mindelo”, concluiu.
NN