
A Federação Cabo-Verdiana de Futebol (FCF) veio hoje a público desmentir as informações divulgadas pela delegação dos Camarões, que acusou as autoridades cabo-verdianas de falhas na receção da sua comitiva e de incidentes durante a preparação para o jogo de qualificação ao Mundial 2026, em Santiago.
Em comunicado assinado pelo Secretário-Geral, Dan Merkel N. da Graça, a FCF esclarece que a seleção camaronesa foi recebida no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, no dia 5 de setembro, pelo vice-presidente da instituição, Dr. Fernando Fermino, acompanhado pelo serviço de protocolo da federação.
Segundo a nota, todos os 78 elementos da delegação foram atendidos em cerca de uma hora, “menos de um minuto por cada pessoa”. A FCF salienta ainda que pagou antecipadamente os vistos de 44 membros da comitiva, facilitando a entrada no país — gesto que foi reconhecido e agradecido pelo chefe da delegação camaronesa, Ahidou Karim, no final do processo.
Relativamente ao alegado incidente no Estádio da Várzea, no dia 7 de setembro, a FCF explica que, apesar dos regulamentos preverem apenas dois treinos oficiais, foi concedida uma sessão extra a pedido dos Camarões. O treino ficou agendado para as 16h00, horário ajustado devido a uma competição de veteranos que decorria no recinto.
De acordo com a FCF, a seleção camaronesa entrou no relvado antes do final de um jogo ainda em andamento, o que provocou momentos de tensão com os jogadores e oficiais presentes. A situação foi rapidamente controlada com a intervenção do secretário-geral da federação e da Polícia Nacional.
“Os responsáveis dos Camarões recusaram-se a treinar, numa atitude que revela má-fé e intenção de criar casos inexistentes”, acusa o comunicado.
A FCF sublinha ainda que, durante a reunião técnica realizada na manhã seguinte, os Camarões não apresentaram qualquer queixa formal ao comissário da partida. A seleção adversária já havia realizado um treino oficial no Estádio Nacional no dia 6 de setembro e tem outro agendado para a véspera do jogo.
“São totalmente falsas e descabidas as acusações feitas pela delegação camaronesa, que apenas visam criar incidentes que nunca existiram”, conclui a federação.
NN