Qual o papel do Presidente da Câmara Municipal no Estado de Calamidade?

22/08/2025 00:52 - Modificado em 22/08/2025 00:53

São Vicente, 21 de Agosto de 2025 – Há exatamente dez dias o concelho de São Vicente foi atingido por uma das maiores catástrofes naturais da sua história recente.

As inundações de 11 de Agosto deixaram um rasto de destruição, cortando estradas, danificando infraestruturas cruciais e, tragicamente, ceifando vidas. No entanto, o que se vê hoje, dez dias depois, é um concelho em plena e acelerada fase de recuperação. E no centro de toda esta operação, desde o primeiro minuto, está o Presidente da Câmara Municipal, cuja liderança prática e próxima das populações tem sido amplamente reconhecida como fundamental.

E este facto atira para o chão ” uma campanha suja que visa mostrar que o presidente da CMSV fugiu, abandonou os mindelenses” isto quando desde que as primeiras gotas da tempestade começaram a cair, o autarca mostrou onde é o seu lugar: no terreno. Enquanto a água subia de nível, a sua presença junto das comunidades mais críticas serviu não só para coordenar operações no momento, mas também para transmitir uma calma firme e determinada aos são-vicentinos assustados.”

Augusto Neves tem, digamos os seus pecados na gestão  da CMSV, na comunicação com as pessoas, amigos incluídos, tem as suas responsabilidades  mas até os adversários políticos lhe reconhecem a qualidade, melhor dizendo “a teimosia de não desistir das suas convicções”.

E neste caso a sua convicção foi que tinha que estar no terreno e a dirigir as operações”, aliás, conforme lhe é atribuído por lei depois que é decretado o estado de calamidade que determina”.

Em suma, o Presidente da Câmara é o comandante no terreno, a peça mais importante para que a declaração de estado de calamidade pelo governo central se traduza em ações concretas e eficazes que cheguem à população afetada”.

Enquanto muitos se resguardavam, o Presidente e a sua equipa percorriam os locais mais afetados avaliando in loco os estragos e direcionando os meios disponíveis para onde eram mais urgentes. Esta presença física constante permitiu uma resposta ágil e sem burocracias desnecessárias.

“Não havia tempo para esperar por relatórios. As decisões tinham de ser tomadas no momento, com os pés na lama e a chuva a cair. Foi o que fizemos”, terá dito o autarca a uma equipa de resgate durante o pico da tempestade 

Prioridades Claras e Resultados Visíveis

A estratégia de ação focou-se em pilares críticos, que uma semana depois apresentam progressos notáveis:

1. Apoio às Vítimas e Famílias Enlutadas: A primeira e mais dolorosa prioridade. A Câmara Municipal, com o Presidente a liderar o contacto pessoal, ativou de imediato mecanismos de apoio psicológico e social, assegurando que nenhuma família que perdeu um ente querido ficaria sozinha neste momento de tão profunda dor. A máquina solidária do concelho foi mobilizada, canalizando donativos e assistência direta para quem mais precisa.

2. Desencravamento de Populações: Muitas localidades ficaram isoladas, sem acesso a alimentos, água ou medicamentos. Através de uma operação conjunta com os bombeiros, proteção civil e equipas de voluntários, coordenada a partir do terreno pela autarquia, foi possível chegar a essas populações, garantir a sua segurança e começar a abrir vias de escape.

3. Limpeza e Arranjo de Vias de Acesso: As estradas eram o pulso da recuperação. Sem vias transitáveis, não há ajuda que chegue. As equipas municipais de obras, sob orientação direta, trabalharam dia e noite para remover detritos, desobstruir pontes e restabelecer a circulação em todas as artérias principais do concelho, um feito largamente conseguido numa semana.

4. Arranjo de Infraestruturas Danificadas: A avaliação dos danos em infraestruturas como rede de água, eletricidade e comunicações foi feita em paralelo com as operações de socorro. A reposição destes serviços essenciais foi sendo feita de forma progressiva, priorizando as zonas habitacionais.” Apesar destes factos a ” campanha no FB  tentou mostrar que presidente fugiu e que não sabiam dele quando são vários populares que: 

“Ele sempre esteve aqui, nas horas boas e nas más. Conhece todos por seu nome, percebe as nossas dificuldades porque as vive connosco. Isto não é um presidente de gabinete, é um de nós que está a liderar a nossa recuperação “

O Caminho que Falta

Apesar dos progressos significativos, o caminho para a normalidade total ainda é longo. A reconstrução de algumas infraestruturas e o apoio contínuo ao tecido económico e social do concelho serão os próximos grandes desafios.

No entanto, São Vicente entra na segunda semana após a catástrofe com uma certeza: que a realidade desmente o que certas pessoas nas redes sociais querem transmitir. O Presidente da Câmara está a cumprir com que o Estado de Calamidade  , em que a ilha se encontra lhe impõe:

 Apoio à População e Comunicação

· Manter a população informada de forma clara, tranquila e regular sobre a evolução da situação, as medidas em vigor e os locais de assistência. Esta comunicação é chave para evitar o pânico e desinformação.
· Servir como ponto focal para os pedidos de ajuda dos cidadãos, canalizando-os para os serviços competentes.

Coordenação com Outras Entidades Locais

· Articular com as outras entidades para chegar a todas as comunidades, especialmente às mais isoladas.
· Cooperar com ONGs, a Cruz Vermelha de Cabo Verde e grupos de voluntários que queiram ajudar, direcionando-os para onde são mais necessários.

Resumo Prático: O que se espera de um Presidente de Câmara numa inundação?

1. Imediatamente após o evento: Ativar o comité, enviar equipas para avaliar os estragos e salvar pessoas em perigo.

2. Nas primeiras 24 horas: Abrir abrigos, mobilizar máquinas para desimpedir estradas, e reportar à Proteção Civil Nacional as necessidades urgentes.

3. Nos dias seguintes: Coordenar a distribuição de água, comida e bens essenciais, e começar a contabilizar os prejuízos.

4. Na fase de recuperação: Liderar os esforços locais de limpeza e reconstrução, articulando com o governo central o apoio financeiro e material.

Em suma, o Presidente da Câmara é o comandante no terreno, a peça mais importante para que a declaração dfe estado de calamidade pelo governo central se traduza em ações concretas e eficazes que cheguem à população afetada.

NN

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