
Os jogadores da seleção nacional de basquetebol, que participa no AfroBasket 2025 em Angola, manifestaram hoje descontentamento quanto à falta de “condições básicas” para preparar e disputar o torneio, apelando a um maior apoio por parte do Governo.
A mensagem foi transmitida pelo capitão da equipa, Ivan Almeida, através da página oficial da Federação Cabo-verdiana de Basquetebol no Facebook. No comunicado, os atletas referem dificuldades financeiras e logísticas que, segundo dizem, têm condicionado a preparação e o desempenho no campeonato africano.
“Tem sido uma luta”, afirmou Ivan Almeida, sublinhando que durante o período de preparação não foram asseguradas as condições mínimas para treinar, descansar e recuperar fisicamente. O capitão recordou que a seleção nacional “não é um clube recreativo” e pediu ao Governo para “lutar” pela equipa, garantindo as ferramentas básicas que permitam representar Cabo Verde com dignidade e profissionalismo.
“Estamos gratos pelo que temos, mas as nossas condições são o mínimo. Pedimos mais do que um sítio para dormir e um campo para treinar, pedimos respeito, apoio e um orçamento que nos permita focar apenas no jogo, sem preocupações constantes com restrições financeiras”, apelou.
O jogador destacou ainda que o AfroBasket “não é apenas um jogo”, mas uma oportunidade para mostrar ao mundo o talento e a resiliência de Cabo Verde. Recordou que o país foi o mais pequeno a qualificar-se para um Campeonato do Mundo de Basquetebol e que a seleção tem dado aos cabo-verdianos “uma razão para festejar, acreditar e sentir orgulho”.
Contudo, alertou que “orgulho não ganha campeonatos, paixão não paga voos e dedicação não cobre custos de preparação”, insistindo na necessidade de um maior investimento.
A seleção cabo-verdiana defronta hoje Angola, às 17:00, no Pavilhão Multiusos de Luanda, nos quartos de final do AfroBasket 2025. Na fase anterior, disputada no Namibe, Cabo Verde eliminou a atual campeã, Tunísia, com uma vitória expressiva por 87-54.
Com este resultado, os “Tubarões Azuis” afastaram o vencedor das últimas edições e voltam a medir forças com Angola, o país mais titulado da prova, com 11 troféus, o último dos quais conquistado em 2013.