Solidariedade sem pausa: Voluntários continuam a distribuir o máximo de refeições possível

20/08/2025 13:05 - Modificado em 20/08/2025 13:05

A onda de solidariedade que se instalou em São Vicente após o impacto da tempestade tropical Erin continua bem viva, impulsionada por grupos de voluntários que diariamente percorrem diferentes localidades da ilha para entregar refeições, roupas e outros bens essenciais às famílias mais afetadas.

Alguns grupos entrevistados pelo Notícias do Norte mostraram-se empenhados em dar continuidade às ações.

Na Rua 1, em Monte Sossego, o grupo coordenado por Lian Vieira continua mobilizado desde o dia 11 de agosto, distribuindo refeições em locais como Ribeirinha, Chã de Alecrim, Madeiralzinho, Calhau, Baía das Gatas, Salamansa, entre outras zonas.

“Não temos horário fixo, pois estamos frequentemente a fazer distribuições pelas diferentes zonas da ilha. Para evitarmos constrangimentos, entramos em contacto com líderes comunitários ou associações locais que nos ajudam a localizar as famílias com mais necessidade”, explicou o jovem que acrescentou que a quantidade de refeições aumentou nos últimos dias graças às doações de alimentos.

Também em Bela Vista, o grupo de voluntários liderado por Linda Cardoso tem dado continuidade às ações desde as últimas chuvas, mas desde sábado resolveram confeccionar as refeições e feito as devidas distribuições porta a porta”, contou, acrescentando que já foram entregues mais de 50 refeições nas imediações da Escola de Bela Vista, zona particularmente afetada. Mesmo que recebam menos refeições prontas nos próximos dias, o grupo continuará a distribuir vestuário e produtos básicos à população.

Em Ribeirinha, a Associação Comunitária, que se localiza temporariamente na Escola de Ensino Básico João José dos Santos, da qual faz parte Yony Fonseca, reforçou igualmente as ações no terreno. Tal como os outros grupos, começou as distribuições a 11 de agosto, com o apoio de associações locais e com recurso a um cozinheiro próprio.

“Muitas vezes fazemos panelas de comida e levamos para as localidades para fazermos as devidas distribuições. A quantidade das refeições aumentou ao longo dos dias”, relatou Yony, sublinhando que, além de Ribeirinha, já foram atendidas famílias de zonas como Ribeira de Vinha, Vila Nova, Monte Sossego e Bela Vista.

A associação mantém-se disponível para ajudar “enquanto estiver a receber doações e tiver voluntários no terreno”.

Segundo estes jovens, apesar do desgaste físico, o empenho é visível e o sentimento comum é o de que ninguém deve ser deixado para trás. Os voluntários fazem questão de frisar que a continuidade das ações depende das contribuições da população e da adesão de mais voluntários, mas garantem que, por enquanto, a solidariedade segue sem pausa.

AC – Estagiária

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